Polícia abre investigação para apurar morte de jovem queimada após explosão de lança-perfume em baile

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RIO — A delegada Flavia Monteiro, titular da 11a DP (Rocinha), instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias das queimaduras de primeiro e segundo graus provocadas em 82% do corpo de Ana Carolina Gonçalves de Oliveira, de 20 anos, na madrugada do último dia 30. De acordo com o G1, na ocasião, ela estava em um baile funk na comunidade quando uma caixa com frascos de lança-perfume pegou fogo e explodiu, a atingindo. Socorrida na UPA, a moça foi transferida para o Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, e morreu seis dias depois, do chamado choque distributivo, decorrente do processo inflamatório causado pelos ferimentos graves.

Fotos e vídeos publicados em redes sociais mostram o baile clandestino lotado em uma rua da favela e uma labareda sobre a mesa onde os frascos de lança-perfumes estavam. As imagens estão sendo analisadas pela Polícia Civil. O caso inicialmente foi registrado na 36a DP (Santa Cruz), mas foi enviado ontem à 11a DP. A delegada determinou que sejam colhidos depoimentos de pessoas que estavam na festa, testemunhas do fato, e ainda de familiares, amigos e vizinhos de Ana Carolina.

Flavia Monteiro determinou ainda que enfermeiras e o médico que atestou a morte da jovem sejam intimados a comparecer na delegacia. Foi o profissional de saúde, que a atendeu no Pedro II, quem comunicou o óbito às 2h20 do último sábado, dia 5. A delegada ainda fará, ao longo da semana, outras diligências a fim de esclarecer o caso.

Segundo o laudo de exame de necropsia realizado no corpo de Ana Carolina, ela apresentava lesões bolhosas no rosto, na região torácica, nos membros superiores e nos membros inferiores. O documento, assinado pelo perito legista Taurion Ortiz Lelis, a provável causa da morte foi “queimadura grave por chama direta”

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