Polícia acha em lixão carro usado em fuga por suspeito de matar criança no ABC

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Policiais civis localizaram em um lixão de Santo André (ABC), no fim da tarde desta terça-feira (13), o carro usado na fuga pelo suspeito de matar, com um tiro no tórax, uma criança de 4 anos, domingo (11), na mesma cidade da Grande São Paulo.

O carro preto, segundo a polícia, é alugado e era usado por Bruno de Freitas Lopes, 27 anos, para o transporte de passageiros por aplicativo. O veículo foi encontrado por causa de seu rastreador, e estava no bairro Capuava, onde foi apreendido e posteriormente encaminhado para perícia.

Lopes, que já foi preso três vezes por outros crimes, estava foragido até a publicação desta reportagem. Sua prisão temporária, de 30 dias, foi decretada pela Justiça também nesta terça. Nenhum advogado se apresentou para defendê-lo até o momento, ainda de acordo com a polícia.

O suspeito usou o carro apreendido nesta terça para fugir, após atirar contra a família de Ester de Oliveira Sigoli, 4 anos, que morreu após ser ferida na região do tórax.

O pai dela, o caseiro Jorge Willians de Oliveira Sigoli, 30 anos, também foi ferido no braço e perna esquerdos, mas passa bem.

A motivação para o ataque, segundo registrado pela polícia, seria um desentendimento entre o pai de Ester e o atirador, por causa de uma vaga de garagem.

As vítimas moram na zona sul da capital paulista, de onde partiram no domingo para deixar em casa, em Santo André, três primos de Ester, que passaram o fim de semana com a menina. O atirador mora perto do local onde o caseiro estacionou o carro.

Mesmo ferido, ele guiou seu veículo até o Centro Hospitalar do Município, onde a morte da criança foi confirmada.

Ester era apaixonada por animais, segundo o pai, e foi sepultada segunda-feira no cemitério da Vila Curuçá, em Santo André.

HISTÓRICO CRIMINAL

Bruno de Freitas Lopes, segundo registrado pela polícia, já foi preso ao menos três vezes, sendo uma por roubo, outra por receptação de produto de origem criminosa e também por violência doméstica.

Segundo a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), Lopes deu entrada pela primeira vez no sistema prisional em 16 de janeiro de 2012, mesmo dia em que foi preso em flagrante por roubo, em Santo André. Ele permaneceu no CDP (Centro de Detenção Provisória) da cidade por três dias, quando foi solto para responder ao caso em liberdade.

Em 12 de agosto do ano seguinte, ele foi encaminhado à mesma unidade carcerária, por um crime de violência doméstica. Ele acabou solto 18 dias depois, "em virtude de extinção de punibilidade", de acordo com a SAP.

Lopes, que é identificado como mecânico em um dos boletins de ocorrência, voltou a ser preso em 9 de abril de 2015, quando deu entrada no CDP de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, pelo crime de receptação. Ele permaneceu atrás das grades até 15 de fevereiro de 2018, quando progrediu para o regime aberto.

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