Polícia acha esconderijo de suspeitos de assassinatos na fronteira do Paraguai

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***ARQUIVO***PEDRO JUAN CABALLERO, AMAMBAY, PARAGUAI, 16.10.2021 - Fronteira entre Brasil e Paraguai, nas cidades de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)
***ARQUIVO***PEDRO JUAN CABALLERO, AMAMBAY, PARAGUAI, 16.10.2021 - Fronteira entre Brasil e Paraguai, nas cidades de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A polícia do Paraguai encontrou, nesta segunda-feira (25), um esconderijo de criminosos suspeitos de participarem de assassinato na fronteira, na cidade de Pedro Juan Caballero.

Um arsenal foi encontrado no local, além de veículos que podem ter sido usados em assassinatos na região da fronteira do Brasil e Paraguai.

A região já teve cerca de 100 mortes atribuídas a grupos que se descrevem como "Justiceiros da Fronteira". No entanto, a polícia acredita que, na verdade, eles sejam outros criminosos que utilizam esse artifício para despistar as investigações.

No local, foi achada grande quantidade de munições de fuzil, coletes balísticos e outros equipamentos usados por grupos pistoleiros. Também foram apreendidos dois casos, um Chevrolet Cobalt e uma SUV Santa Fé.

Há ainda a suspeita de que os veículos teriam sido usados no assassinato de Matheus Armoa e Isabel Centurión, em agosto, em uma choperia da cidade paraguaia. Ao lado dos corpos, foi deixado um papel "Favor não roubar. Ass: Justiceiros da Fronteira". Outra suspeita é de que os carros poderiam ter sido usados na morte de um candidato a vereador de Pedro Juan Caballero, Nestor Echeveria.

Para muitos policiais que conversaram com a reportagem, boa parte desses crimes são praticados pelos próprios criminosos do narcotráfico, com objetivo de coibir roubos na fronteira e evitar chamar a atenção da polícia.

Uma onda de violência na fronteira do Brasil com o Paraguai impôs uma rotina de medo e fez com que autoridades dos dois países se mexessem para tentar combater a ação do narcotráfico na região.

O alerta cresceu na última semana quando uma chacina no dia 10 deixou quatro pessoas mortas em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia na fronteira, incluindo duas estudantes de medicina brasileiras. No outro lado da fronteira, um vereador de Ponta Porã (MS) foi morto quando andava de bicicleta.

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