Polícia acredita que disparos que mataram Fernando Iggnácio foram efetuados por um só atirador

Marcos Nunes
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Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

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Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

A Delegacia de Homicídios da Capital (DH) trabalha com a hipótese de que um único atirador foi o responsável pelos tiros que tiraram a vida do contraventor Fernando Ignácio. A posição onde o criminoso ficou e efetuou os disparos, por cima de um muro a menos de cinco metros da vítima, e a trajetória dos tiros, que passaram num espaço entre dois carros estacionados antes de atingir a vítima, reforçam esta suspeita.

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O que se sabe até agora é que o atirador usou um fuzil AK-47, mas não há informações de que o suspeito agiu sozinho. Mais de dez disparos foram feitos e pelo menos cinco atingiram a vítima. Para a polícia, o crime, ocorrido nesta terça-feira, no pátio do estacionamento de uma empresa de táxi aéreo, teria sido planejado com dias de antecedência. Por conta disso, a DH requisitou imagens de 64 câmeras de vigilância instaladas no heliporto e em seu entorno.

A empresa Vertec Tecnologia, responsável pelo monitoramento, já entregou dois HDs e computadores que armazenam as imagens por até 30 dias. Os investigadores querem verificar a movimentação de veículos suspeitos em frente ao local do crime e nas proximidades do local, para tentar encontrar pistas que ajudem a identificar o autor do assassinato.

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A Polícia Civil também já sabe que Carmem Lúcia de Andrade Ignácio, mulher do contraventor, veio com o marido no mesmo helicóptero que trouxe o bicheiro de Angra dos Reis para o Rio. Testemunhas contaram que a rotina ao desembarcar no aeroporto da empresa era sempre a mesma: Fernando Iggnácio deixava a aeronave e pegava o carro no pátio, onde acabou sendo assassinado.

Até agora, pelo sete pessoas foram ouvidas pela polícia. Entre elas estariam três funcionários da empresa responsável pelo monitoramento das câmeras de segurança e outras quatro da empresa de fretamento de helicópteros. Carmem Lúcia pode depor ainda nesta quarta-feira na Delegacia de Homicídios. Entretanto, como enterro de seu marido está marcado para acontecer neste mesmo dia, é provável que o depoimento seja transferido para outra data.