Polícia acredita que PM reformado, apontado como mandante da morte de Fernando Iggnácio, estaria fora do país

Rafael Nascimento de Souza
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A Polícia Civil já trabalha com a hipótese de que o policial militar reformado Márcio Araújo de Souza, de 52 anos, acusado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) de ser o mandante do assassinato do contraventor Fernando Iggnácio, executado em novembro do ano passado numa empresa de táxi aéreo no Recreio dos Bandeirantes, esteja fora do país há pelo menos 10 dias. Araújo é tido pelos investigadores como um dos principais seguranças do bicheiro Rogério de Andrade, sobrinho de Castor de Andrade, e antigo rival de Iggnácio.

Márcio Araújo teve sua prisão decretada pela 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio há uma semana é considerado foragido. Há três semanas, a Polícia Civil já havia cumprido um mandado de busca e apreensão contra ele, e celulares foram apreendidos. Araújo chegou a ser ouvido pelos policiais e teria dito não conhecer nem Rogério de Andrade, nem os quatro suspeitos da execução. A primeira informação foi facilmente desmentida por uma câmera de segurança de um hospital na Barra da Tijuca, onde Rogério de Andrade esteve em setembro de 2017, após ter sofrido um suposto atentado, quando dirigia ao lado da mulher. O PM reformado aparece nas imagens, logo atrás do contraventor, de blusa social e calça preta. Ele também aparece entrando e saindo do carro de Andrade. Os policiais também dizem ter indícios suficientes da ligação entre o novo suspeito e os outros acusados, supostos pistoleiros.

Os investigadores da Delegacia de Homicídios da Capital acreditam na possibilidade de o PM reformado ter contratado para a execução de Iggnácio os quatro matadores de aluguel, que teriam planejado o crime e ficado de tocaia ao lado do heliporto na Zona Oeste. Um deles, o cabo Rodrigo Silva das Neves, conhecido como Cabo das Neves, foi preso no mês passado, na Bahia. O PM de São Paulo Otto Samuel D'Onofre Andrade Silva Cordeiro, o ex-PM Pedro Emanuel D'Onofre Andrade Silva Cordeiro, irmão de Otto, e Ygor Rodrigues Santos da Cruz, conhecido como farofa, continuam foragidos, e há suspeitas de que possam ter fugido para o Paraguai.