Polícia alemã nega que prisão de Greta Thunberg tenha sido armada

Greta Thunberg cercada por dois policiais
Alegações falsas sobre a prisão de Greta Thunberg pela polícia alemã têm circulado nas redes sociais

A polícia alemã negou ser "auxiliar de Greta Thunberg" após falsas alegações de que a detenção da ativista sueca durante um protesto no oeste da Alemanha foi encenada.

Uma postagem que viralizou nas redes sociais diz — falsamente — que a detenção de Thunberg tinha "tudo preparado para as câmeras".

Ao lado de outros ativistas, ela estava tentando impedir que a vila abandonada de Lützerath fosse demolida para a ampliação de uma mina de carvão.

O vídeo de Thunberg sendo removida do local pela polícia ganhou milhões de visualizações nos últimos dias.

"Nunca nos sujeitaríamos a fazer tais gravações", disse um porta-voz da polícia local à BBC, que negou as alegações que circularam na internet a respeito da detenção de Thunberg.

O vídeo viral mostra a ativista do clima cercada por policiais.

Enquanto os acontecimentos se desenrolam, alguns fotógrafos tiram fotos e se movem ao redor da confusão, e Thunberg sorri.

Vários policiais que também estavam por perto e parecem esperar para afastá-la do local.

Essa cena foi suficiente para que alguns perfis nas redes sociais alegassem sem provas que os policiais faziam parte de uma encenação e serviram para garantir as fotos de Thunberg detida.

No entanto, o Ministério do Interior do Estado da Renânia do Norte-Vestfália disse à BBC que os policiais e Thunberg estavam aguardando no local por razões logísticas.

"Eles tiveram que esperar alguns minutos antes de poderem levá-la a um determinado carro da polícia", disse o porta-voz.

O representante acrescentou que "toda a situação foi distorcida por motivos políticos e a verdadeira razão [para a espera dos policiais] é completamente prática e mundana".

O post viral com o vídeo de Greta Thunberg e policiais no protesto
O post viral com o vídeo de Greta Thunberg e os policiais no protesto

A jornalista Christian Wernicke, da agência de notícias alemã Süddeutsche Zeitung estava no local durante a detenção. Ela disse que no momento em que o vídeo foi gravado, os policiais "estavam decidindo como procederiam com a verificação de identidade e esperando para levar Greta a um veículo".

"Minha impressão foi a de que houve uma confusão. Greta não foi a primeira manifestante a ser retirada de um protesto", acrescentou Wernicke.

"Tenho visto diferentes reações ao vídeo. Alguns dizem que a filmagem parece mostrar polícia armando para envergonhá-la, enquanto outros dizem que tudo faz parte de uma peça de propaganda."

"As pessoas interpretam e usam a filmagem para justificar suas próprias motivações."

Muitos perfis de redes sociais também alegaram que a prisão de Thunberg foi "falsa". A polícia esclareceu que ela não foi presa, mas, sim, detida brevemente.

O grupo de ativistas foi detido depois de "correr em direção à borda" da mina Garzweiler 2, informou a polícia na terça-feira (17/1).

Os agentes de segurança também confirmaram que todos os envolvidos não serão acusados formalmente.

Thunberg tem sido frequentemente alvo de teorias da conspiração e falsas alegações na internet, muitas vezes por aqueles que negam a existência das mudanças climáticas provocadas pela ação da humanidade.

No Twitter, ela escreveu: "Ontem fiz parte de um grupo que protestou pacificamente contra a expansão de uma mina de carvão na Alemanha. Fomos questionados e detidos pela polícia, mas depois acabamos liberados mais tarde naquela noite."

"A proteção do clima não é um crime", protestou.