Polícia apreende celulares da mãe, do padrasto e do pai do menino Henry Borel

WALESKA BORGES
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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu celulares e computadores da mãe, do padrasto e do pai do menino de 4 anos, que morreu no dia 8 de março, em circunstâncias ainda não esclarecidas. Agentes da 16ª DP (Barra da Tijuca) cumpriram nesta sexta-feira (26) quatro mandados de busca e apreensão em diferentes endereços da cidade. Henry Borel Medeiros era enteado do vereador Jairo Souza Santos, conhecido como Dr. Jairinho (Solidariedade). O menino é filho da professora Monique Medeiros, com quem Jairinho morava desde outubro. O menino foi levado já morto pelo casal a um hospital na Barra da Tijuca, com diversas lesões pelo corpo. Os laudos de necropsia atestam que Henry sofreu hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente. Segundo o advogado de Jairinho, André França Barreto, o casal, embora ainda abalado com a morte de Henry, recebeu a polícia de maneira "tranquila e solícita". "A busca e apreensão realizada também na casa do pai, Leniel, ao contrário do que afirma o seu advogado, mostra que a polícia segue investigando todas as hipóteses", diz a nota do advogado. O advogado disse ainda que o casal permanece "confiante e seguro na inocência". Barreto garantiu ainda que a dupla prestará às autoridades todas as informações necessárias para "a elucidação desta tragédia". Além do apartamento de Dr. Jairinho e Monique, na Barra da Tijuca, os agentes da Polícia Civil estiveram na casa do ex-deputado estadual coronel Jairo, pai de Jairinho, em Bangu, onde o vereador estava; no imóvel da família de Monique, mãe de Henry, também em Bangu, onde ela estava, e na casa de Leniel Borel, pai de Henry, no Recreio. Os mandados foram expedidos pelo 2º Tribunal do Júri da Capital. A Justiça decretou também a quebra dos sigilos de todos os alvos. O apartamento de Dr. Jairinho, onde o menino morreu, foi interditado até que novas perícias sejam realizadas. A defesa do pai do menino, o advogado Leonardo Barreto, classificou a operação da polícia como "muito boa" e disse que vai "esclarecer muitas coisas".