Polícia apreende drogas sintéticas que seriam vendidas em raves clandestinas no Rio

Paolla Serra
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Um inquérito instaurado na 33ª DP (Realengo), que levou à prisão de um homem acusado de atuar como mula do tráfico de drogas, concluiu que uma quadrilha atuava para comercializar comprimidos de ecstasy, maconha, lança-perfume, além de ketamina, em festas raves clandestinas. Os eventos, segundo a polícia, aconteciam em bairros do Rio, como Recreio e Vargem Grande, na Zona Oeste.

De acordo com o delegado Rodrigo Bfesarros, titular da 33ª DP, o homem foi abordado na Rua Betânia, em Campo Grande, na noite da quarta-feira. Ele estava com uma mochila com 79 comprimidos de ecstasy. Preso em flagrante, ele ajudou os agentes a chegarem em Luan Shelton Capaz da Cunha e em Yago Mauricio Manhães Evangelista. Na casa deles, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão, estavam outros 800 comprimidos de ecstasy, maconha e lança-perfume, além da ketamina.

A ketamina é uma substância originalmente empregada para induzir e manter a anestesia em animais de grande porte, como cavalos, nos golpes conhecidos como 'Boa noite Cinderela'. Ao ser aquecida, a droga líquida transforma-se em pó, conhecido como Special K, e, ao ser dissolvida em bebida alcoólica ou cheirada, provoca efeitos alucinógenos e perda dos sentidos. As apreensões foram avaliadas em mais de R$ 50 mil, e os dois homens foram autuados por tráfico de drogas e por vender produtos utilizados para fins terapêuticos sem autorização.