Polícia apreende Lamborghini, Porsche e carros de luxo em esquema suspeito de rifas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil de São Paulo apreendeu sete carros superesportivos ou de luxo, avaliados ao todo em R$ 6,5 milhões. Para os investigadores, os veículos fazem parte de um esquema de rifas pela internet com origem ilícita.

Eles foram apreendidos em um estacionamento de Itu (101 km de SP) e levados para a sede do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), em Santana, na zona norte da cidade de São Paulo. Um homem prestou depoimento, mas ninguém foi preso. A polícia investiga se os carros eram usados para lavagem de dinheiro.

Os carros apreendidos nesta quarta são um Jaguar P 300, um Audi RS 5, um Porsche Carrera 911, um Mercedes E 350, um Land Rover Velar, um Mercedes AMG-C4 e um Lamborghini Evo Huracan. Os anos de fabricação não foram informados.

Um modelo usado ano 2022 da Lamborghini apreendida custa ao menos R$ 3,8 milhões, segundo a tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), preço que pode chegar a R$ 4,5 milhões, para a versão mais cara.

Os veículos foram apreendidos na segunda fase da Operação Cardano desenvolvida por policiais da 3ª Delegacia DIG (Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas).

A equipe também apreendeu computadores, celulares e documentos.

A primeira etapa da ação, em 24 de março apreendeu de 51 veículos de luxo, entre carros e motos, e uma lança.

Segundo a polícia, as rifas são realizadas pelo Facebook e pelo Instagram. Os preços de cada número chegam a R$ 100, dependendo do bem disponibilizado.

O total de número vendidos em média pode render o dobro do valor do veículo. Ou seja, para um carro avaliado em R$ 100 mil, a rifa arrecada R$ 200 mil.

De acordo com a polícia, os suspeitos multiplicam o dinheiro ilícito investido nas rifas. "Os valores obtidos são posteriormente aplicados em outros investimentos, tudo com o intuito de lavar e multiplicar o dinheiro de origem ilícita", afirma o Deic.

Os responsáveis pelo esquema, de acordo com a polícia, são influenciadores digitais --somente um deles tem 3,2 milhões de seguidores no Instagram, conforme as investigações.

"Os inquéritos, que geraram os mandados de busca e apreensão, apuram organizações criminosas que se dedicam à exploração de jogo de azar e lavagem de dinheiro", diz a polícia em nota. "Foi criada uma modalidade de jogo de azar por meio digital. Os envolvidos utilizam plataformas de redes sociais para anunciar rifas e sorteios de diversos bens, principalmente veículos de luxo, obtidos com dinheiro de origem obscura", completa o texto.

Alguns dos investigados já possuem passagens policiais por crimes patrimoniais e movimentações financeiras incompatíveis com seus rendimentos declarados.

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