Procuradoria investigará Kenji Fujimori e legisladores envolvidos em vídeos

Lima, 28 mar (EFE).- O Ministério Público do Peru anunciou nesta quarta-feira que iniciará uma investigação preliminar sobre três legisladores, incluindo Kenji Fujimori, e o ex-ministro Bruno Giuffra, envolvidos em uma suposta tentativa de negociação de votos para evitar a destituição do ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski.

A investigação incluirá os congressistas dissidentes do partido fujimorista Força Popular Kenji Fujimori, Bienvenido Ramírez e Guillermo Bocangel, assim como o ex-ministro Giuffra, pelo suposto crime de suborno impróprio e outros em ofensa do Estado, segundo afirmou a procuradoria no Twitter.

Também foi decidido que o legislador fujimorista Moisés Mamani, que gravou em áudio e vídeo as ofertas para que votasse contra um pedido de destituição de Kuczynski, seja notificado para que "preste seu depoimento na próxima semana".

A procuradoria antecipou que solicitará a Mamani "toda a informação que possui para o devido esclarecimento dos fatos que são matéria de investigação".

No último dia 20 de março, o partido Força Popular revelou vídeos gravados por Mamani, nos quais se vê Ramírez e Bocángel oferecer a execução de obras públicas em troca de que vote contra a cassação do até então presidente Kuczynski.

Em outro momento da negociação aparece Kenji Fujimori, o legislador que abandonou o partido liderado por sua irmã Keiko, junto com outros nove congressistas, para respaldar Kuczynski na primeira tentativa de destituição do ex-governante, que foi apresentado em dezembro do ano passado, por seus vínculos com a Odebrecht.

Posteriormente, o Força Popular publicou registros em áudio de ofertas similares que Mamani recebeu do então ministro de Transportes e Comunicações, Bruno Giuffra, que foi substituído no cargo nesta terça-feira.

A grave crise política gerada pela divulgação dos vídeos e áudios provocou a renúncia de Kuczynski, que foi substituído na sexta-feira passada pelo até então primeiro vice-presidente, Martín Vizcarra. EFE

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