Irã nega ter fornecido mísseis aos rebeldes houthis no Iêmen

Teerã, 27 mar (EFE).- O Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica rejeitou nesta terça-feira as acusações da Arábia Saudita de que o Irã forneceu mísseis aos rebeldes houthis no Iêmen.

O vice-comandante para temas políticos dos Guardiães da Revolução do Irã, o general de brigada Yadola Yavani, disse hoje que "o propósito destas acusações da Arábia Saudita é desviar a opinião pública dos crimes que o Iêmen está cometendo", informou a agência local de notícias "Tasnim".

Segundo Yavaní, "os sauditas com a ajuda dos americanos, os sionistas (em referência a Israel) e alguns outros governos reacionários da região cometeram graves crimes contra o oprimido povo do Iêmen nos últimos três anos".

As Forças de Defesa Antiaérea sauditas interceptaram no domingo sete mísseis balísticos lançados pelos rebeles do Iêmen.

A ofensiva da aliança armada dirigida por Riad, que começou em 26 de março de 2015, teve como alvo os rebeldes houthis do Iêmen que combatem desde 2014 as forças do presidente Abdo Rabu Mansur Hadi.

Para a coalizão árabe liderada por Riad, o Irã é responsável dos ataques com mísseis lançados pelos rebeldes contra território saudita.

As autoridades sauditas responsabilizam o Irã por estes lançamentos, país ao qual acusam de ameaçar a segurança nacional da Arábia Saudita e de apoiar os grupos xiitas da região.

Os ataques com mísseis por parte dos rebeldes contra território saudita se transformaram em uma prática habitual, mas em poucas ocasiões os obuses alcançaram Riad. EFE