Polícia de Berlim investiga casos de "síndrome de Havana" na embaixada dos EUA

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Vista geral da embaixada dos EUA em Berlim

BERLIM (Reuters) - A polícia alemã disse nesta sexta-feira que está investigando diversos casos da chamada síndrome de Havana na embaixada dos Estados Unidos em Berlim, uma doença misteriosa que se acredita ter afetado 200 diplomatas, autoridades e familiares norte-americanos em todo o mundo.

A síndrome, cujos sintomas incluem enxaquecas, náusea, lapsos de memória e tontura, veio a público em 2016 depois que diplomatas da embaixada dos EUA em Havana, Cuba, se queixaram do mal.

Em reação a uma reportagem da revista de notícias Der Spiegel, a polícia de Berlim disse que está investigando desde agosto "um suposto ataque com arma sônica contra funcionários da embaixada dos EUA", mas não quis fornecer informações adicionais.

Um porta-voz da embaixada dos EUA em Berlim não quis comentar nenhum incidente específico, mas disse que uma investigação de seu país sobre casos globais está em andamento.

Nesta sexta-feira, o presidente Joe Biden assinou uma lei que fornece ajuda financeira a empregados do governo afetados pela síndrome.

Em julho, a Áustria disse estar trabalhando com autoridades dos EUA para chegar ao âmago de uma série de casos suspeitos entre diplomatas norte-americanos em Viena.

No mesmo mês, William Burns, diretor da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), disse que há cerca de 100 funcionários de sua agência e familiares entre as cerca de 200 autoridades e parentes que sofreram a síndrome de Havana.

(Por Zuzanna Szymanska)

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