Polícia britânica descobre 'mina' de bitcoins onde pensava existir plantação de maconha

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Funcionário inspeciona máquinas para produção de bitcoins e lightcoins no centro de mineração "Kriptounivers" (CryptoUniverse) durante apresentação do maior centro de criptomoeda da Rússia, em Kirishi, em 20 de agosto de 2018.

A polícia britânica detectou sinais reveladores de uma plantação de cannabis: alto consumo de eletricidade, muitos cabos e dutos de ventilação. Mas, na verdade, descobriu outra operação ilegal: uma "mina" de criptomoedas que roubava eletricidade da rede nacional.

Uma operação policial em West Midlands descobriu a operação em uma propriedade industrial a noroeste de Birmingham, a segunda maior cidade do Reino Unido.

"Certamente não é o que esperávamos", disse a sargento Jennifer Griffin na sexta-feira (28). "Tinha todas as características de uma montagem de cultivo de cannabis e acho que é apenas a segunda mina de criptomoedas desse tipo que encontramos em West Midlands", acrescentou.

A polícia acredita que esta instalação estava minerando bitcoins, acrescentou.

Criptomoedas como o bitcoin funcionam graças a um sistema descentralizado: redes de computadores independentes validam as transações em todo o mundo.

Os participantes, ou "mineiros", usam processadores poderosos para executar equações complexas que demonstram sua participação e recebem bitcoins automaticamente, uma atividade que consome muita energia.

“Muitas pessoas estavam visitando o local, havia muitos cabos e aberturas visíveis e um drone da polícia detectou uma fonte de calor considerável”, explicou a polícia em um comunicado.

"Pelo que eu sei, a mineração de criptomoedas não é ilegal em si, mas o roubo de eletricidade é", explicou Griffin, observando que não houve prisões porque o local estava vazio.

Transformar eletricidade em bitcoins pode ser um negócio muito lucrativo: no ano passado, o bitcoin se valorizou em quase 400% e na sexta-feira era negociado por quase 37.000 dólares.

Mas seu intenso consumo de energia elétrica faz com que sua "mineração", como é conhecido o processo de fabricação, não seja muito difundida na Europa.

Sua pegada ecológica também levou o fundador da Tesla, Elon Musk, a rejeitar pagamentos nesta criptomoeda por seus carros elétricos.

De acordo com o Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index (CBECI), as minas de bitcoin consomem cerca de 114 TWh (terawatt, ou um trilhão de watts), ou 0,5% da produção mundial de eletricidade.

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