Polícia Civil apreende, na Baixada, milhares de balas de fuzil de colecionador preso por vender fuzis ao tráfico

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RIO — Policiais civis da Delegacia de Armas, Munição e Explosivos (Desarme) e equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam, nesta quinta-feira, milhares de balas de fuzil que estavam escondidas às margens do Arco Metropolitano, na Baixada Fluminense. De acordo com os agentes, a munição pertence a Vitor Furtado Rebollal Lopes, de 35 anos, conhecido como Bala 40. Colecionador de armas, ele foi preso e indiciado por vender fuzis para a maior facção criminosa do Rio.

A apreensão faz parte da Operação Saigon. Foram encontrados ainda outros equipamentos usados na recarga de munição de uso restrito. De acordo com a Desarme, após a prisão de Lopes, ocorrida na última segunda-feira na Rodovia GO-070, em Goiânia, quando transportava 11 mil balas de fuzil, integrantes da facção criminosa para qual ele vendia munição ordenaram que armamento fornecido por ele fosse descartado.

A polícia informou, ainda, que as investigações continuam para identificar outras pessoas envolvidas no esquema criminoso montado por Lopes. Um dos objetivos é encontrar outros esconderijos usados pela quadrilha.

Venda de armas por app

Segundo as investigações, Lopes usava aplicativos de mensagens para vender armas. A informação consta na denúncia do Ministério Público contra ele, a namorada, Paula Cristinne Pinheiro Labuto, de 28 anos, e o cunhado, Leonardo Pinheiro Labuto, de 39 — além de outros 17 acusados de ligação com o tráfico de drogas em diferentes comunidades do estado.

Segundo os investigadores, o suspeito se aproveitava de ter registros como colecionador e atirador esportivo para adquirir os itens legalmente e revendê-los à maior facção criminosa do estado.

A denúncia, assinada pelos promotores Romulo Santos Silva, Sérgio Luis Lopes Pereira e Antonio Carlos Fonte Pessanha, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), revela que a Polícia Civil chegou até o trio a partir do relato de um informante. O documento indica que os agentes receberam "informações de um colaborador no sentido de que Vitor participava de grupos no WhatsApp para vender drogas, armas e munição".

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