Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão contra supostos ex-seguranças do contraventor Rogério de Andrade

O Globo
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RIO — A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios da Capital (Draco), cumpre quatro mandados de busca e apreensão expedidos contra homens que seriam ex-seguranças do contraventor Rogério de Andrade, na manhã desta quinta-feira, dia 17. As investigações são referentes à emboscada que culminou na morte de Diogo Andrade, em 2010, à época com 17 anos, filho do bicheiro.

Um ex-policial militar, um ex-bombeiro, um policial militar da ativa e outro homem que não é agente público são investigados pelo crime, sendo apontados como os responsáveis pela emboscada.

As equipes estão em operação nos bairros do Recreio dos Bandeirantes, Vila Valqueire e Realengo, na Zona Oeste do Rio, e em Iguaba Grande, na Região dos Lagos. A Corregedoria de Polícia Militar participa da ação.

A morte de Diogo

Em 2010, Diogo Andrade dirigia um Toyota Corolla, acompanhando pelo pai, Rogério de Andrade, que estava no banco do carona. Uma bomba foi plantada no veículo. A explosão causou a Rogério uma fratura na face, mas o filho, adolescente de 17 anos, morreu na hora.

O carro usado pelo contraventor possuía blindagem nível 4, capaz de conter disparos de fuzis e o bicheiro costumava circular pela Barra da Tijuca escoltado por policiais militares. No momento do atentado, cinco PMs faziam a segurança de Rogério em dois veículos Vectra que o acompanhavam lado a lado. Um deles, onde estavam três policiais, acabou atingido pelas chamas provocadas pela explosão.