Polícia Civil explica conclusões do inquérito sobre ataque em creche de Santa Catarina

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RIO -A Polícia Civil concluiu o inquérito policial sobre o ataque a creche em Saudades, em Santa Catarina. O delegado Jerônimo Marçal Ferreira, que acompanhou o caso, informou que o autor confessou o crime, agiu sozinho e que vinha planejando a ação desde o ano passado. A informação foi divulgada em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira.

Ele permanece preso preventivamente na unidade prisional até o julgamento. O inquérito deve ser encaminhado ainda hoje ao Ministério Público de Santa Catarina. Ele foi autuado em flagrante por cinco homicídios e uma tentativa de homicídio triplamente qualificados.

Segundo o delegado, ele não tinha uma relação com as pessoas que foram assassinadas. Ele queria atacar o maior número de pessoas e tinha planejamento de tirar a própria vida em seguida. No dia do crime, o autor chegou a ir trabalhar, passou em casa e foi em direção da escola.

- Ele agiu sozinho e tinha pressa, pois queria matar o máximo de pessoas, afirmou o delegado que acrescentou: - Ele agiu com crueldade, frieza e covardia e tem sim que ser responsabilizado pelos crimes graves e cruéis que cometeu.

O delegado regional Ricardo Casagrande informou que após troca de informações com outros quatro estados e até mesmo com o apoio da embaixada americana, a polícia conseguiu verificar que outras pessoas tinham a mesma intenção que o autor do crime em Saudades e seguem sob investigação.

O governo do estado de Santa Catarina tomou providências visando a segurança de crianças e adolescentes da rede estadual. Segundo delegado geral da Polícia Civil, Paulo Koerich, a Secretaria de Educação implementará a segurança orgânica de 1.064 escolas ou educandários do Estado, visando a segurança dos alunos.

Relembre o caso:

Um jovem de 18 anos invadiu a escola infantil Pró-Infância Aquarela, no dia 4 de maio e matou cinco pessoas com golpes de faca. Em seguida, deu golpes contra o próprio corpo e ficou em estado grave no hospital. Ele já recebeu alta e foi preso em Chapecó.

As vítimas: a professora Keli Adriane Aniecevski, 30 anos, a agente educadora Mirla Amanda Renner Costa, 20 anos, e os bebês Sarah Luiza Mahle Sehn, 1 ano e 7 meses, Anna Bela Fernandes de Barros, 1 ano e 8 meses, e Murilo Massing, 1 ano e 9 meses.

Um menino, de 1 ano e 8 meses, foi socorrido ainda com vida, e se recupera em casa após alta hospitalar.