Polícia Civil fará reprodução simulada para saber se tiro que matou lutador em São Gonçalo partiu da arma de PMs

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RIO — A Polícia Civil pretende fazer uma reprodução simulada para tentar identificar de onde partir o tiro que matou o lutador de boxe e muay thai, Vitor Reis de Amorim, na tarde última terça, aos 19 anos, no bairro Patronato, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. De acordo com os investigadores, “será difícil saber se a bala que alvejou a vítima partiu da arma de um dos quatro PMs do 7° BPM (São Gonçalo), que estavam na guarnição, já que o projétil transfixou o corpo e não foi encontrado”. A Polícia Civil apreendeu quatro fuzis dos militares. Para a 73ª DP (Neves), com a reprodução, “a dinâmica do fato poderá ajudar na elucidação” do caso e confirmar “se os militares falaram a verdade”, já que eles sustentam que foram atacados, ou se dispararam a esmo.

Os quatro policiais militares do batalhão de São Gonçalo, que não tiveram os nomes nem as patentes reveladas, prestaram depoimento no mesmo dia da morte de Vitor. Aos investigadores da 73ª DP, eles confirmaram que atiraram após terem sido atacados. Os PMs contam que patrulhavam a localidade quando criminosos dispararam contra eles. Por sua vez, familiares e amigos de Vitor contestam a informação. Eles destacam que os agentes atiraram apenas duas vezes e estavam em uma viatura descaracterizada. Eles lembram também que o lutador teria ficado 30 minutos agonizando até ser socorrido.

Em nota, a Prefeitura de São Gonçalo afirmou que, “o paciente Vitor Reis de Amorim, deu entrada no Armando Gomes de Sá Couto, no Zé Garoto, às 16h37, vítima de arma de fogo”. Ainda de acordo com o comunicado, o rapaz chegou ao local “já cadáver”. Vitor estava “com um orifício de entrada na região peitoral à esquerda”, disse a direção da unidade de saúde.

No entanto, no atestado de óbito do jovem peritos do Instituto Médico- Legal (IML) de Tribobó informaram que a causa da morte foi "ferida transfixante do tórax com lesão polivisceral e hemorragia interna, ação perfuro contundente", ou seja, o tiro entrou e saiu. A delegacia que investiga o caso aguarda em até 30 dias o laudo de necrópsica. De acordo com a Polícia Civil, Vitor não tinha passagens pela polícia.

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