Polícia Civil faz operação atrás de patrimônio de familiares de chefe de facção criminosa

Aline Ribeiro
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A Polícia Civil de São Paulo cumpre, na manhã desta quarta-feira, 13 mandados de busca e apreensão em investigação sobre o patrimônio de familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe da facção criminosa paulista que age dentro e fora dos presídios. Um dos principais alvos da operação é Cynthia Giglioli da Silva, mulher de Marcola. Internamente, a ação é tratada como um dos mais duros golpes recentes na facção paulista.

Realizada por policiais da 6ª Delegacia de Investigações sobre Facções Criminosas e Lavagem de Dinheiro do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a ação prevê buscas no na casa de Cynthia, num condomínio em Alphaville, na região metropolitana, e em seu salão de beleza, na Casa Verde, Zona Norte de São Paulo. Na casa de Alphaville foram apreendidos documentos, cartas e R$ 4 mil em dinheiro.

Em janeiro de 2008, Cynthia foi condenada, em segunda instância, a oito anos de prisão por lavagem de dinheiro e por formação de quadrilha. Conhecida como "primeira-dama" do crime organizado de São Paulo, a mulher havia sido presa pela Polícia Civil de São Paulo em julho de 2005 com R$ 156 mil, US$ 7.700 e cheques que somavam R$ 5.500. De acordo com as investigações, ela recebia uma mesada mensal de R$ 15 mil da facção.

Na operação desta quarta-feira, também são alvos os sogros de Marcola, que teriam emprestado o nome para a compra de casas de alto padrão. Segundo a polícia, parentes de Marcola não têm renda lícita compatível com os bens que adquiriram nos últimos anos. A polícia investiga se os recursos para a compra desses bens vieram de ações criminosas.