Mulher é baleada durante operação da Polícia Civil contra roubo de veículos e de cargas na Zona Norte do Rio

Uma mulher foi baleada durante uma operação da Polícia Civil nesta terça-feira no Complexo do Lins, Zona Norte do Rio. De acordo com a corporação, ela foi atingida por um tiro de pistola disparado por criminosos contra os policiais. Outros seis tiros teriam atingido o blindado da polícia. A mulher foi socorrida por agentes ao Hospital Marcílio Dias, onde passou por cirurgia.

Equipes de diversas delegacias da Polícia Civil participam de uma operação, nesta terça-feira, contra a facção criminosa que atua no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio, fornecendo armamento usado no roubo de carga e de veículo em cidades da Região Metropolitana do Rio. Agentes do Departamento Geral de Polícia Especializada e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) foram alvos de tiros no fim desta manhã. Na ocasião, uma mulher ficou ferida quando estava próxima de um blindado que foi alvo de criminosos, segundo o portal g1. Até o momento, 11 pessoas foram presas por envolvimento com roubos de veículos e de cargas, receptação e clonagem de veículos.

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A ação na comunidade é a primeira edição da Operação Torniquete no local. Segundo a polícia, a região se tornou uma das bases operacionais da facção Comando Vermelho, que fornece armamento pesado, como fuzis e granadas, para criminosos fazerem roubos de veículos e de cargas. Os crimes são realizados em diversos bairros da capital, como Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, e em outros pontos, como nas zonas Sul e Norte. Outras cidades da Região Metropolitana também têm registro de casos, como em Niterói e São Gonçalo e em municípios da Baixada Fluminense.

A Polícia Civil ainda destaca as ações que resultam na morte das vítimas, e cita o caso de André Luís Monteiro de Almeia, que, em 27 de maio do ano passado, foi baleado ao defender a mulher que saía do carro durante a tentativa de roubo do veículo.

Tanto carga como veículos que são roubados nessas ações são levados para o Complexo do Lins e para demais comunidades comandadas pela facção, segundo a polícia. Neste locais, os criminosos têm diferentes ações. As cargas são armazenadas e revendidas para receptadores. Já os veículos podem ser clonados para revenda ou troca por armas; passar por desmanche para venda de peças; serem usados para deslocamento ou para novos crimes.

De acordo com a corporação, a ação desta terça-feira é baseada em dados de investigação e de inteligência das delegacias envolvidas.