Polícia faz operação em endereços de suspeitos de ligação com sequestro de piloto de helicóptero

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A Polícia Civil e a Polícia Federal realizam, na manhã desta quarta-feira, a segunda fase da Operação Águia Sempre em Niterói e São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. A ação tem o objetivo de realizar busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos de envolvimento no sequestro do policial civil e piloto do helicóptero, ocorrido em setembro, Adonis Lopes Oliveira, por criminosos que queriam resgatar um detento no presídio Vicente Piragibe, no Complexo de Bangu.

São os alvos o foragido Marcos Antonio da Silva, mais conhecido como Pará, e uma pessoa que foi identificada por realizar o pagamento do voo comandado por Adonis no momento do sequestro. A operação reúne agentes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da Polícia Civil, e da Delegacia de Repressão as Drogas (DRE), da Polícia Federal.

Na primeira fase da operação, foram apreendidos R$ 14.500, quantia utilizada para o pagamento do trajeto do voo, e foram identificados os suspeitos de ter participado do sequestro: Khawan Eduardo Costa Silva e Marcos Antonio da Silva. A prisão foi decretada pela 1ª Vara Especializada da Capital após um pedido da Draco. O Ministério Público deu parecer favorável a prisão pela 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada.

Os próximos passos da operação serão mantidos em sigilos, afirmou a Polícia Civil.

Na tarde de domingo do dia 19 de setembro, dois homens teriam contratado um passeio para sobrevoar a Praia dos Ossos, em Angra dos Reis. Na volta, os passageiros ameaçaram o piloto particular de helicóptero e policial civil Adônis Lopes com uma arma e pediram que ele se dirigisse ao ''complexo'', numa referência ao Complexo Penitenciário de Bangu. Por um código, o piloto conseguiu avisar autoridades da aviação de que estava ocorrendo uma "interferência indevida'' a bordo.

O piloto ainda tentou argumentar com os bandidos que se ele pousasse no complexo penitenciário a aeronave poderia ser abatida. Seguiu-se uma discussão, quando o comandante da aeronave simulou uma pane e tentou aterrissar no 14º BPM (Bangu). Todos entraram em luta corporal. Imagens do helicóptero aparentemente descontrolado circularam nas redes sociais.

No meio da briga, eles chegaram a um acordo. Os bandidos pediram para serem deixados em Niterói, de onde se jogaram em um matagal com a aeronave ainda em movimento. Alertados pelo piloto, a PM fez um cerco na área. Na época, os agentes não localizaram os bandidos.

O piloto e os passageiros decolaram no heliponto da Lagoa e antes de seguir viagem ainda fizeram uma escala em um heliponto no Recreio, para abastecer. A policiais, o piloto contou que durante a viagem estranhou o comportamento dos passageiros. Ao ser questionado, foi anunciado o sequestro.

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