Polícia Civil investiga Marquinhos Trad, pré-candidato ao governo do MS, por assédio sexual

A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul instaurou um inquérito para investigar três denúncias de assédio sexual contra o ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), pré-candidato ao governo do estado. Trad nega as acusações.

De acordo com a Polícia Civil, o procedimento foi aberto com base no depoimento de três mulheres que acusam o ex-prefeito de assédio no período em que eram funcionárias dele no gabinete na prefeitura. Uma delas diz ter sido abordada pelo pré-candidato dentro das dependências do gabinete, mas que teria recusado as investidas. Ainda segundo a polícia, uma quarta mulher também esteve na delegacia, mas apenas para legitimar a história das demais.

Em nota, a Polícia Civil disse que o inquérito corre sob segredo de Justiça, e por isso não irá se manifestar.

Ao GLOBO, Trad afirma que as acusações são para desgastar sua imagem, já que ele figuraria em primeiro lugar nas últimas pesquisas na disputa ao Parque dos Poderes. A assessoria também alega que as supostas vítimas teriam recebido dinheiro para fazer a denúncia.

— (A denúncia é) Uma tentativa covarde, rasteira. Estão desesperados porque estamos em primeiro nas pesquisas — disse Trad em referência a gestão do tucano Reinaldo Azambuja.

As advogadas de Trad, Andrea Flores e Rejane Alves de Arruda, negaram as acusações e afirmaram que o caso se trata de armação política. A defesa afirmou que ele admitiu ter mantido relações sexuais com duas mulheres que prestaram depoimento, mas de forma consensual.

Fontes próximas ao governo ouvidas pelo Globo alegam que os casos ao redor do ex-prefeito são antigos. Trad estaria trazendo à tona para dar uma conotação política em ano eleitoral. No passado, ele já foi parceiro institucional dos governistas.

Procurada, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que existem procedimentos policiais que envolvem o pré-candidato ao governo que tramitaram em 2018 na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA). À época, as investigações foram remetidas ao Poder Judiciário e, atualmente, estão em curso na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). Todas estão em sigilo.

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