Polícia Civil investiga se traficantes do Dendê estão envolvidos no desaparecimento de motorista de aplicativo

A Polícia Civil investiga se o traficante Marcos Vinícius dos Santos, o Chapola, suspeito de comandar o tráfico no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, está envolvido no desaparecimento do entregador de supermercados Thiago Gomes dos Santos, de 28 anos. Thiago desapareceu no último domingo, quando trabalhava como motorista de aplicativo.

De acordo com investigações preliminares da 17ª DP ( São Cristóvão), o carro dirigido pelo motorista foi visto no Morro do Dendê pouco depois de o motorista ter transportado um passageiro para as proximidades da comunidade, que tem o comércio de drogas controlado por Chapola. Um dos bandidos mais procurados do Rio, Marcos Vinícius é acusado de integrar uma facção criminosa que atua no estado. Ele assumiu o comando do Dendê, em 2019, depois que o traficante Fernandinho Guarabu, então chefe do tráfico no morro, foi morto em junho daquele ano, em uma troca de tiros com policiais do Batalhão de Choque da PM.

Além de Chapola, um bandido conhecido como Neves, que morreu numa troca tiros com policias nesta terça-feira, na Ilha do Governador, também estaria envolvido no desaparecimento do motorista de aplicativo. O carro que Thiago dirigia foi encontrado, nesta segunda-feira, com os documentos dele em seu interior, estacionado próximo à feira de tradições nordestinas, em São Cristóvão, também na Zona Norte do Rio.

A polícia tenta descobrir o que teria acontecido com Thiago. Neuseli Gomes da Silva, mãe do jovem, fez nesta quarta-feira, um apelo para que a polícia não pare de fazer buscas pelo filho.

— Quero meu filho de volta do jeito que ele estiver. A polícia tem que continuar procurando para saber o que aconteceu com ele. Não durmo direito desde do dia em que meu filho sumiu. Estou a poder de remédios. A última vez que ele falou comigo foi no domingo, quando pegou o carro para ir trabalhar. Thiago é um menino bom, e não tem inimigos. Ele falava comigo várias vezes ao dia, praticamente me ligava de dez em dez minutos. Não iria ficar sem se comunicar tanto tempo caso algo não tivesse acontecido — disse Neuseli.

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