Polícia Civil prende ex-governanta que desviou mais de R$ 2 milhões de idosa de 85 anos

O Globo
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Divulgação/Polícia Civil

RIO - Policiais Civis da 76ª DP (Niterói), por meio da Delegacia de Proteção a Terceira Idade (DEAPTI), prenderam na tarde dessa sexta-feira, em um sítio da Zona Rural de Magé, na Baixada Fluminense, Maria do Amparo Correia, de 60 anos, contra o qual havia um mandado de prisão preventiva por lavagem de dinheiro, associação criminosa por apropriar-se ou desviar bens, proventos, pensão ou outro rendimento de idoso. Maria do Amparo, que estava foragida há três anos, é acusada de ter desviado mais de R$ 2 milhões de uma idosa de 85 anos de idade, para quem trabalhou como governanta por cerca de 15 anos em uma cobertura do bairro de Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.

As investigações que fazem parte da Operação Vetus — iniciativa do Ministério da Justiça para combater crimes contra idosos — começaram em 2012 pela Delegacia Fazendária (Delfaz) após a apreensão de um cheque de R$ 10 mil em nome da idosa, durante a interdição de um bingo clandestino na Zona Sul carioca. A partir daí, os agentes descobriram que Maria do Amparo, que era procuradora e administrava as finanças, movimentações bancárias e aplicações financeiras da vítima, era frequentadora assídua de bingos clandestinos e aproveitava a relação de confiança e amizade que mantinha com a idosa para desviar os recursos, emitir cheques, fazer transferências bancárias e resgates de aplicações financeiras em proveito próprio.

Segundo testemunhas, Maria do Amparo se passava por uma pessoa muito rica e bem-sucedida, e chegou a perder mais de R$ 100 mil em uma só noite em apostas em um bingo clandestino. Com o dinheiro desviado da vítima, a ex-governanta também investiu R$ 250 mil na montagem de um restaurante na cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, em sociedade com seu amante que conheceu trabalhando em um bingo. Além disso, ela presenteou o amante com carro de luxo e se submeteu a vários procedimentos estéticos.

Maria do Amparo foi encaminhada ao sistema penitenciário, onde permanecerá presa e ficará à disposição da justiça.