Polícia Civil prende miliciano à frente de grupo que atua em quatro comunidades da Zona Oeste do Rio

Extra
·1 minuto de leitura

A Polícia Civil prendeu, na noite desta terça-feira, dia 6, o homem apontado como líder da milícia que atua nas comunidades Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes; Dois irmãos, em Curicica; Gardênia Azul, em Jacarepaguá; e Santa Maria, na Taquara, todas na Zona Oeste do Rio. Wellington de Moraes Silva — conhecido como Munrá ou Tenente — foi encontrado por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO). De acordo com a polícia, ele estaria no controle destas regiões ao ser escolhido por Wellington da Silva Braga, o Ecko, o miliciano mais procurado do Estado do Rio.

A ação para retomar a comunidade de Santa Maria, na Taquara, na semana passada, inclusive, teria sido organizada por Munrá, segundo as investigações, que contou com cerca de 40 milicianos. No momento da prisão, na via Transolímpica, ele portava uma pistola Glock.

De acordo com a investigações, Munrá seria o líder da milícia das quatro comunidades após a prisão de Pedro Paulo Silva de Oliveira — conhecido como Neném — realizada pela Draco em fevereiro deste ano, e de André Costa Barros — a André Boto — capturado pelo Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD), em março deste ano.

Em 2009, ele foi preso em flagrante por receptação de veículo roubado no bairro de Campinho. Na época, Munrá foi apontado como principal cobrador do grupo de milicianos comandado por Francisco César Silva de Oliveira, o Chico Bala, tendo sido preso e condenado a 8 anos de reclusão pelos crimes de extorsão e associação criminosa. Durante suas ações, Munrá abordava motoristas de vans armado com uma granada. Ele então retirava o pino do artefato, o que levava os motoristas a pagarem pelas taxas de cobranças.