Polícia Civil realiza operação contra extorsão de milícia em serviços de internet na Zona Oeste

Rafael Nascimento de Souza
·1 minuto de leitura

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) apura o envolvimento de milicianos na cobrança de taxas para que empresas de internet legais, inclusive operadoras de telefonia, possam funcionar “sem problemas” em bairros na Zona Oeste da capital. Na terça-feira, 20, a especializada prendeu dois homens que teriam ligação com um grupo paramilitar que atua na região de Curicica e seriam os responsáveis pelas extorsões às prestadoras de serviço de internet. Com eles os agentes apreenderam notas fiscais que diziam o destino do pagamento: “extorsão miliciano".

Os agentes da Draco flagaram Aldair Feliciano Corrêa e Gilson Virgílio Oliveira de Carvalho no momento que eles cobravam a taxa dos comerciantes da região. Eles já vinham sendo monitorados pelos investigadores.

Segundo o delegado William de Medeiros Pena Júnior, titular da Draco, ‘chamou atenção dos agentes, recibos de pagamento feitos à milícia em que constam o título ‘ref. pagamento extorsão miliciano’, o que demonstra a gravidade da conduta”.

Uma das notas fiscais cita a milícia de Campo Grande e Santa Cruz, que hoje é liderada por Wellington da Silva Braga, o Ecko: "Extorção melícia Campo Grande :( ", diz a descrição.

Um veículo modelo HB20 Comfort clonado - produto de roubo na área da 32ª DP (Taquara) -, e que segundo a Polícia Civil esra utilizado na guerra nas comunidades de Santa Maria e Teixeiras, no bairro da Taquara, contra milícia rival, e dinheiro oriundo das extorsões também foram apreendidos. Além de duas notas fiscais, nos valores de R$ 2,5 mil e R$ 270.

Os presos foram autuados pelos crimes de extorsão e receptação, cuja pena chega a 15 anos de prisão.