Polícia Civil do Rio volta atrás e diz que foram 17 mortos no Complexo do Alemão

SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil do Rio de Janeiro voltou atrás em relação ao número de mortos da operação desta quinta-feira (21) no Complexo do Alemão, zona norte da capital fluminense, e informou nesta sexta-feira (22) que o número de vítimas fatais em decorrência da ação foi 17, não 18.

De acordo com informações da polícia, um suposto traficante ferido havia sido contabilizado como morto, mas ele sobreviveu e foi preso em flagrante. O nome dele é Roberto de Souza Quimer.

A polícia ainda informou que, dos 17 mortos, 15 morreram em confronto. Dez deles foram identificados, sendo que oito tinham anotações criminais, alega a polícia.

Os 10 são: Anderson Luiz Bezerra Fonseca; Bruno Luiz Soares da Silva; Bruno Neves Leal; Diego Barbosa da Silva; Emerson de Souza Teixeira; Fernando Nascimento da Silva; Gabriel Farias da Silva; Luiz Cláudio Rozendo Lopes Júnior; Marcos Paulo Nascimento da Silva e Wellington Moura da Silva Júnior.

O processo de identificação dos demais está em andamento no IML (Instituto Médico-Legal). Ainda morreram na operação um policial militar e uma mulher que passava por uma das vias de acesso ao Complexo do Alemão.

O cabo Bruno de Paula Costa, 38, foi baleado enquanto estava trabalhando, em ataque à base da UPP Nova Brasília. Ele ingressou na polícia em 2014, era casado e deixa dois filhos com diagnóstico de transtorno do espectro autista.

A mulher baleada na quinta-feira foi identificada como Leticia Marinho, 50. Ela foi atingida por um tiro enquanto passava de carro com o namorado pela avenida Itaoca, um dos principais acessos ao Alemão. Ela era pastora, deixa três filhos e duas netas.

Na manhã desta sexta (22), mais uma mulher foi baleada e morreu. Solange Mendes da Silva foi levada para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu. Segundo a polícia, a vítima foi encontrada ferida depois de um ataque a uma das bases da UPP Nova Brasília por criminosos.

Segundo a Polícia Civil, durante a operação foram apreendidos uma metralhadora .50, quatro fuzis, duas pistolas, nove carregadores de fuzil, 56 artefatos explosivos e grande quantidade de drogas.

As investigações estão em andamento na Delegacia de Homicídios da Capital. Agentes e testemunhas estão sendo ouvidos e as armas foram encaminhadas para perícia.

Considerando apenas os mortos nesta quinta-feira, a operação no Alemão foi a quinta mais letal da história do Rio de Janeiro, segundo levantamento do Geni (Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos) da UFF (Universidade Federal Fluminense). Entre as cinco, três ocorreram no governo de Cláudio Castro (PL), que endossou a ação nas redes sociais.

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