Polícia Civil vai pedir transferência para presídios federais de traficantes que seriam alvo de resgate por helicóptero

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A Polícia Civil do Rio vai pedir à Justiça a transferência de três integrantes da maior facção criminosa do estado para presídios federais. A Civil quer que saia do estado: Márcio Gomes de Medeiros Roque, o Marcinho do Turano; Carlos Vinícius Lírio da Silva, o Cabeça; e José Benemário de Araújo. De acordo com as investigações da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), esses traficantes poderiam ser beneficiados com a fuga em um helicóptero que foi sequestrado no último domingo.

Um quarto preso também deveria fugir do Instituto Penal Vicente Piragibe, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Este ainda não foi identificado pela polícia. O plano foi frustrado após o piloto da Polícia Civil, Adonis Lopes de Oliveira, que havia sido sequestrado, se recusar a pousar na unidade prisional e lutar com os criminosos em pleno voo.

Além do trio, a Polícia Civil também pretende pedir a transferência de todos os chefes do tráfico de drogas do Complexo da Penha, onde estariam escondidos o traficante Marco Antônio da Silva, o Pará, gerente do tráfico de drogas do Morro do Sabão, em Niterói, e Khawan Eduardo Costa Silva. Os dois são apontados pela Draco como os responsáveis pelo sequestro da aeronave que resgataria os presos de Gericinó. Adonis reconheceu a dupla de criminosos.

Nessa quarta-feira, o delegado William de Medeiros Pena Júnior, titular da Draco, afirmou que chamou atenção o tipo de aeronave que a dupla queria, um helicóptero esquilo, que cabe pelo menos cinco passageiros. Para a Polícia Civil, este é um indicativo de que o plano seria resgatar mais de um traficante.

— Eles queriam uma aeronave de pelo menos cinco lugares. Então, para nós, isso indica que mais de um detento iria fugir—destacou o delegado.

O delegado Ronaldo Oliveira, assessor especial do gabinete da Polícia Civil, disse que “se depender da corporação, tudo será feito para apurar a fundo essa situação e todos os envolvidos serão responsabilizados no rigor da lei”.

Ao EXTRA, o secretário da Secretaria de Administração Penitenciária, Fernando Veloso, afirmou que trabalha em parceria com a Polícia Civil e não se oporá caso algum pedido de transferência seja solicitado.

— Esse é um processo que a Seap é ouvida. Temos uma sintonia muito boa com a Civil. Toda hora falamos com o (secretário) Allan (Turnowski) e trabalhamos juntos. Estamos fazendo isso de forma alinhada. As informações da Polícia Civil são importantes (para a saída dos presos do estado). Quando você mexe com cabeças de uma facção, você precisa estar alinhado para não criar uma desestabilidade. Para uma transferência, são feitos relatórios e podemos ou não concordar. Mas, nesse caso, estamos alinhados — afirmou

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