Polícia confirma que os dois mortos de queda do 17º de hotel de SP eram pai e filha

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A polícia confirmou neste domingo que a menina de 6 anos que morreu após queda do 17º andar de um hotel, na região central de São Paulo, era filha do homem de origem espanhola, de 53 anos, que estava com a criança. O pai também acabou morto. A queda ocorreu por volta das 5h deste sábado (5).

A investigação da Polícia Civil indica que eles estavam hospedados no local, na região da República, desde o último dia 31 de maio.

No quarto, a polícia encontrou um caderno com uma carta de quatro páginas, escrita em espanhol e destinada a uma mulher.

No texto apreendido pela polícia, o autor afirma que está passando por problemas financeiros e que está irregularmente no Brasil.

O caso é mantido em sigilo pela polícia, porque uma das vítimas é menor de idade e porque pode ser um caso de suicídio.

A situação legal do homem no país é checada pelas autoridades. Nenhum detalhe sobre isso foi dado até a publicação desta reportagem. Também é investigado o que trouxe a dupla até a capital paulista.

Acredita-se que o homem saltou segurando a menina, por conta da dinâmica da cena do crime relatada por policiais militares que chegaram primeiro ao local, segundo boletim de ocorrência. O relato da carta apreendida também reforça essa linha de apuração.

Investigadores aguardam a conclusão de laudos, que irão ajudar a verificar em quais circunstâncias a criança estava no momento da queda (inconsciente, desperta ou já morta).

No interior do quarto do hotel, segundo boletim de ocorrência, não foram encontrados sinais aparentes de violência. Foram apreendidos documentos do homem e da criança, como passaporte de origem espanhola, além de outros documentos de identificação.

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) afirmou que o caso foi registrado como homicídio simples e suicídio no 2º DP (Bom Retiro), mas é investigado pelo 3º DP (Campos Elíseos).

A delegacia aguarda o resultado de exames periciais, do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal, para dar continuidade ao Inquérito Policial.

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