Polícia descobre fabricação de "raspadinhas" falsas e prende nove pessoas pelo esquema

Rafael Nascimento de Souza
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Foto: Reprodução

Criminosos arrumaram um novo jeito para iludir e enganar a população e ganhar dinheiro fácil. Um grupo de bandidos foi formado e começou a falsificar cartelas de loterias expressas, as chamadas “raspadinhas”. Durante pelo menos dois meses a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) monitorou o bando — após a Loterj comunicar que tinha detectado cartelas de jogos de Minas Gerais que estavam sendo vendidas em pontos de varejo do Rio, o que é proibido.

No entanto, durante as investigações, os agentes descobriram que as raspadinhas não vinham de Minas Gerais, mas sim eram fabricadas em uma gráfica clandestina em Nilópolis, na Baixada Fluminense.

Segundo a DRCPIM, a gráfica tinha capacidade para imprimir cerca de 100 mil raspadinhas por dia, causando um prejuízo de cerca de R$ 6 milhões por mês aos consumidores.

Na manhã desta quinta-feira, durante a operação “Apatéonas” — golpistas em grego — foram presos Reinaldo Justino Júnior e Sidney Benitez de Farias, apontados como líderes do esquema, e mais sete suspeitos de envolvimento.

Na ação, os agentes encontraram cerca de um milhão de raspadinhas falsas, além dos maquinários para a impressão.

Segundo o delegado Maurício Demétrio Afonso Alves, o produto era comercializado em todo o estado do Rio.

— Eles fabricavam e vendiam o jogo em todo o estado. O importante da investigação é desarticular uma quadrilha que estava dando cerca de R$ 6 milhões de prejuízo aos órgãos estaduais e iludindo a população — contou.

Os presos responderão por estelionato e por promover falsa loteria. As penas somadas chegam a oito anos de prisão. Já os donos dos pontos de venda responderão junto ao Código do Consumidor.

A reportagem tenta contato com a Loterj.