Polícia determina apreensão das armas de agentes que participaram de operação em São Gonçalo (RJ)

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil determinou a apreensão das armas dos PMs envolvidos na operação que terminou com nove pessoas mortas no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio. O objetivo é realizar exames de perícia nas armas.

A corporação também quer os nomes dos policiais que participaram da operação. O caso está sendo investigando pela DHNSG (Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí).

A própria Polícia Militar decidiu abrir um inquérito para apurar as circunstâncias da operação, que foi motivado pela morte do sargento Leandro da Silva.

Segundo a PM, policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais da PM do Rio) efetuaram a ação no domingo (21), após receberem informações de que uma das pessoas que atacaram o agente estaria ferida na região. O sargento foi morto a tiros no sábado em um patrulhamento.

Na versão da polícia, os PMs teriam sido atacados durante a operação em uma região de manguezal, onde teria ocorrido uma troca de tiros. Foi nessa região que oito corpos foram retirados do mangue pelos moradores na segunda-feira (08). Segundo relatos, os corpos apresentavam sinais de tortura.

Em razão das denúncias, o Ministério Público do Rio abriu um Procedimento Investigatório Criminal para investigar a operação. Um dos objetivos é apurar eventuais violações de direitos.

A Defensoria Pública do Rio aponta preocupação por "não ter havido comunicação imediata por parte da Polícia Militar à Polícia Civil e ao Ministério Público da existência de corpos na comunidade". "Além disso, não houve acautelamento do local, fundamental para a realização da perícia."

A Rede de Observatórios da Segurança já registrou neste ano 27 chacinas policiais no Rio de Janeiro, com 128 mortes. Já segundo o Instituto Fogo Cruzado, houve 12 chacinas em pouco mais de cinco anos no Complexo do Salgueiro, metade delas este ano.

Ao todo, morrerem nove pessoas durante os confrontos na comunidade. Apontado pela polícia como um dos envolvidos na morte do PM, Igor da Costa Coutinho foi baleado no domingo, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Já os oito corpos foram encontrados na segunda pelos moradores da comunidade.

David Wilson Oliveira Antunes e Douglas Vinícius Medeiros de Souza não tinham passagem pela polícia. Kauã Brenner Gonçalves Miranda , um adolescente de 17 anos, também não tinha anotações criminais.

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