Polícia deve apreender cueca de cantor que acusa Anderson Leonardo, do Molejo, de estupro

Paolla Serra
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A Polícia Civil do Rio deverá apreender a cueca do cantor e dançarino Maycon Douglas Pinto do Nascimento Adão, o MC Maylon, que acusa Anderson Leonardo, vocalista do grupo Molejo, de estupro. A suposta vítima, que vai prestar novo depoimento na manhã desta quinta-feira na 33a DP (Realengo), deve apresentar a peça de roupa. O objetivo é encaminha-la para perícia para analisar se há esperma do músico, por meio de exame de DNA. Anderson também será chamado para depor sobre a acusação.

O cantor e dançarino fez a denúncia na quarta-feira. O rapaz, que diz ser empresariado por Anderson, afirma ter sido violentado sexualmente num quarto de motel em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. Por meio de nota, Anderson negou a acusação e se disse "surpreso" com o caso. "O cantor esclarece ainda que lamenta profundamente as declarações envolvendo seu nome, refutando qualquer ato de violência contra quem quer que seja, negando categoricamente à acusação completamente falsa de agressão sexual feita em seu desfavor. Em mais de 30 anos de vida pública, jamais tivera seu nome ligado a qualquer ato criminoso ou que viesse a desabonar ou macular a sua imagem e carreira, seja de sua vida profissional ou pessoal", afirmou o comunicado.

No boletim de ocorrência, feito na 33ªDP (Realengo), o homem afirma que, já próximo à meia-noite do dia 11 de dezembro, saiu de casa para encontrar-se com Anderson, com quem conversaria "sobre a sua carreira artística" num clube na Taquara, Zona Oeste do Rio. Lá chegando, ele conta que foi até o carro de Anderson, um Range Rover verde. O teor da conversa, diz ele, foi acerca de um fato que teria acontecido dias antes. O denunciante teria avisado à mulher de Anderson que, durante uma de suas performances, havia danificado uma bota que os pertencia. O vocalista do Molejo não teria gostado do contato direto com sua esposa, e, segundo as palavras do denunciante, enfurecido, teria decidido aplicar-lhe um castigo de 1 mês e cinco dias sem poder participar de eventos patrocinados por ele. Após avisar sobre o castigo, o músico, então, teria dito: "Vamos para algum lugar comer alguma e a gente faz a reunião, filho". Os relatos a seguir são fortes.

Anderson, então, teria dirigido até a Estrada do Catonho, mas o denunciante diz ter sido surpreendido no momento em que ele entrou num motel, que fica na via, na altura de Sulacap. Ele diz que, ao perceber seu constrangimento, o pagodeiro teria dito: "Calma, é uma reunião sigilosa que pode mudar sua carreira". O rapaz narra que, ao chegar ao motel, Anderson Leonardo, então, teria dado as chaves do quarto para que ele abrisse a porta, o que foi negado. Em seguida, ele mesmo teria aberto a porta, e forçado o homem a desligar e largar o celular. Ele teria voltado a afirmar: "Calma que é uma reunião!".

O denunciante afirma que, neste momento, Anderson Leonardo o empurrou na cama e ordenou que sentasse. Ele narra que o pagodeiro, então, tirou a roupa e deu dois tapas em seu rosto, forçando-o a ter relação sexual. A narrativa continua, com afirmação de mais agressões e xingamentos. O rapaz diz ter desmaiado. Quando acordou, conta que foi deixado numa rua próxima ao motel.

Na noite de quarta-feira, um policial militar, que estava de folga e passava pela Rua Vinte e Quatro de Maio, proximo ao local onde ocorreu o assassinato do motorista, também foi vítima de criminosos. Dois suspeitos em uma moto abordaram o agente. Ele reagiu e acabou sendo baleado no braço. A moto e a arma do agente foram levadas. Segundo a Polícia Militar, o PM foi levado para um hospital particular. Não se sabe o estado de saúde do agente. O caso foi encaminhado para a 25ªDP (Engenho Novo). Ninguém foi preso.