Polícia divulga número oficial de 23 mortos em operação na Penha; informações anteriores foram passadas pelas secretarias de Saúde

O delegado titular da Delegacia de Homicídios, Alexandre Herdy, informou, nesta quinta-feira (26), que a operação na Vila Cruzeiro realizada na última terça-feira (24) resultou em 23 mortes, diferentemente das 26 que tinham sido divulgadas anteriormente pelas secretarias municipal e estadual de Saúde do Rio. Um dos mortos é Mauri Edson Vulcão Costa, conhecido como Déo, integrante do alto comando do braço da maior facção criminosa do país nas cidades de Belém e Abaetetuba, no Pará, segundo a Polícia Civil paraense.

— Não foram 26 mortos na operação. Parece que (as secretarias de Saúde) já voltaram atrás. É porque, no mesmo dia, houve um confronto no (Morro do) Juramento envolvendo marginais de facções rivais. Então, teve muita gente entrando em óbito em situações diferentes naquela região, mas nem todas são relacionados à Vila Cruzeiro — afirmou o delegado.

Além disso, de acordo com a direção do Hospital Estadual Getúlio Vargas, "três pacientes permanecem internados na unidade, sendo dois com quadro clínico estável e um em estado de saúde grave”. Ainda segundo Herdy, há mortos que ainda não estão associadas a nenhum confronto, uma vez que foram socorridos por parentes:

— Muitas pessoas foram socorridas por parentes. Ainda estamos batendo os relatos dos policiais com o número de mortos para entender como foi essa dinâmica. A gente também está apurando a possibilidade da Gabrielle não ter sido alvejada por tiro disparado lá na Vila Cruzeiro, mas ainda não temos essa confirmação.

Moradora da Chatuba Gabrielle Ferreira da Cunha, de 41 anos, morreu enquanto era realizada a operação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal na comunidade vizinha da Vila Cruzeiro, na Penha.

A secretaria municipal de Saúde informa que, no dia da operação, recebeu dois bateados na UPA Alemão. "Um já chegou morto, estava sem identidade, mas aparentava cerca de 16 anos. Foi removido no mesmo dia para o IML" e que quem estava consolidando a contagem era o Estado". O GLOBO ainda aguarda um posicionamento da secretaria estadual de Saúde.

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