Polícia e Guarda Nacional são ativadas nos EUA por protestos em Portland

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Manifestantes muestran carteles llamando a contar todos los votos en apoyo al candidato demócrata a la presidencia, Joe Biden, en Portland, Oregón
Manifestantes muestran carteles llamando a contar todos los votos en apoyo al candidato demócrata a la presidencia, Joe Biden, en Portland, Oregón

Policiais e membros da Guarda Nacional do estado do Oregon se posicionaram em frente a manifestantes de esquerda na cidade de Portland, onde foi declarado um motim na noite de quarta-feira (4) que terminou em pelo menos dez detenções.

Situada na costa noroeste dos Estados Unidos, Portland foi palco de inúmeros protestos desde o verão boreal (inverno no Brasil).

A governadora Kate Brown declarou estado de alerta para a noite eleitoral de terça-feira, uma medida que depois se estendeu em meio a violentos confrontos diante da acirrada disputa presidencial.

O mais recente embate entre policiais e manifestantes aconteceu na quarta-feira (4), depois que um grupo de pessoas quebrou vitrines de lojas.

Um homem que teria jogado um coquetel molotov estava entre os detidos.

O Gabinete do Xerife do Condado de Multnomah falou sobre um quadro de "violência generalizada" no centro da cidade, que incluiu o lançamento de garrafas, por parte dos manifestantes, em policiais. 

"A concentração em massa no centro de Portland ainda é considerado um motim. Saia da área agora", postou o escritório do xerife durante a noite.

Um jornalista da AFP testemunhou duas prisões durante um confronto que deixou o manifestante Michael Ream com o rosto ensanguentado.

"É sempre a mesma coisa, apenas um comportamento terrível da polícia", disse à AFP este estudante de pós-graduação, de 38 anos, enquanto era algemado.

Ao ser questionado sobre se o clima eleitoral tenso desta semana foi o que o levou a se manifestar, ele disse: "Mais ou menos. Quer dizer, faz tempo que não saía" para protestar.

Portland tem sido palco de confrontos durante meses entre a polícia e os manifestantes que protestam contra os assassinatos de afro-americanos por policiais nos Estados Unidos.

Os manifestantes que lideraram os confrontos na quarta-feira já haviam participado de um comício em um parque no centro da cidade organizado por uma coalizão de grupos anticapitalistas de extrema esquerda.

O organizador do protesto, Evan Burchfield, disse à AFP que a cidade usou a polícia como uma "ferramenta de repressão política" por anos e que "nada vai realmente mudar", se Joe Biden for eleito presidente em vez de Trump.

Outro grupo de manifestantes que se reuniu ao longo do rio Willamette na quarta-feira prometeu "proteger os resultados" da eleição de terça-feira e carregou faixas com os dizeres "Contem todos os votos" e "A votação acabou. A luta continua".

"Queremos Trump fora", disse um dos líderes do protesto à multidão, sob fortes aplausos. Vários dos manifestantes portavam armas de fogo, como rifles. E uma das bandeiras antirracismo e anti-imperialismo da marcha continha a imagem de um fuzil e o frase "Não queremos Biden. Queremos vingança".

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