Polícia e MPRJ fazem ação contra milícia que avança em reserva ecológica no Mendanha

Rafael Nascimento de Souza e Vera Araújo
·1 minuto de leitura

Milicianos que atuam na construção de imóveis irregulares dentro do Parque Estadual do Mendanha, na Zona Oeste, são alvos de uma operação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e do Ministério Público estadual na manhã desta quarta-feira. Mesmo durante a pandemia do novo coronavírus, o grupo paramilitar avançou com construções ilegais na área que é de proteção ambiental.

Segundo o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), investigação aponta que as obras seriam realizadas à base de ameaças e pedidos de propina. O que era para ser uma reserva ecológica, se tornou um canteiro de obras com placas de venda e dezenas de clareiras abertas no meio da Mata Atlântica.

Os agentes estão em diversos bairros da Zona Oeste. Um dos alvos é um corretor de imóveis que foi preso em Santíssimo. Agentes do MP chegaram a sua residência pouco antes das 6h. Foi o próprio suspeito que atendeu os agentes.

De acordo com as investigações, o grupo paramilitar tinha como objetivo construir um condomínio residencial dentro do local. Nos últimos meses, o grupo intensificou a derrubada de árvores para que casas e prédios fossem erguidos.

Com mais de quatro mil hectares, o parque foi criado em 2013 por um decreto do governo estadual e abrange os municípios do Rio, Nova Iguaçu e Mesquita, ambas na Baixada Fluminense.