Polícia e MPRJ fazem operação contra quadrilha que forjava roubos de carga para desviar produtos

Um grupo especializado em desvio de cargas é alvo da Operação Resina, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) — Núcleo de Investigação de Duque de Caxias. Segundo as investigações, a quadrilha fraudava, com participação de funcionários da empresa lesada, a perda de carregamentos de resina — produto usado na fabricação de plástico —, que dá nome à ação, que na verdade eram desviados e então feitos boletins de ocorrência na polícia relatando o suposto roubo. Agentes da 61ª DP (Xerém) buscam cumprir 21 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Magé, Nova Iguaçu, Mesquita, Seropédica e Piraí. Até o momento, um homem foi preso por porte ilegal de arma.

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Uma das empresas com maior prejuízo foi a CPR Indústria e Comércio de Plásticos, localizada em Xerém. As perdas com os desvios dos produtos podem chegar a R$ 3 milhões.

Também foi determinada a restrição judicial de 12 carretas, para posterior apreensão. Segundo as investigações, foram descobertos outros 15 registros de ocorrência relativos a falsos roubos, que, na verdade, foram desvio de cargas.

A ação conta com o apoio das delegacias do Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB).

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"Além dos furtos ocorridos no interior da empresa CPR, foram identificados três supostos roubos de carga, dois deles ocorridos nos estados de Minas Gerais e São Paulo", segundo o MPRJ.

— Também mostra que acaba assoberbando o sistema de polícia porque está registrando o roubo de carga que não existiu. Essas fraudes precisam ser combatidas a todo instante, por isso eles estão sendo indiciados por associação criminosa, por associação de fraudes e roubo de cargas e furtos. Sabendo que tinha as ramificações fora do estado, ou seja, Rio de Janeiro, Grande Rio, interior, e também São Paulo e Minas Gerais — disse a delegada Juliana Emerique, da 61ª DP, em entrevista ao "Bom Dia Rio", da TV Globo.

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A operação tem duas fases, segundo Juliana Emerique, e nesta primeira foi determinada a restrição judicial de 12 carretas, para posterior apreensão. E os veículos que forem identificados ao longo das investigações também serão recolhidos. O homem que foi preso até o momento, por porte ilegal de arma, tinha o papel de organizar a logística de receber e desviar as cargas selecionadas pela quadrilha.

— No grupo, ele tinha uma participação muito ativa justamente coordenando as saídas e escolhas de mercadorias que seriam fretadas para que não gerassem nenhum tipo de suspeita quando eles estivessem trafegando nas vias. E ele também é proprietário de caminhão que está sendo devidamente apreendido, assim como as demais carretas envolvidas, tendo sido a ordem judicial para ter a restrição para que esses caminhões não rodem — disse a delegada.

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A quadrilha agia da seguinte forma: em plataformas on-line de transporte rodoviário de cargas, eram buscados serviços publicados por empresas. Um motorista procurava fretes compatíveis, negociava o transporte e o carregamento do caminhão. Após esta etapa, um segundo motorista assumia a direção do veículo e desviava as cargas para receptadores. O primeiro motorista, então, procurava uma delegacia para comunicar que havia sido vítima de roubo.

Segundo as investigações, foram descobertos outros 15 registros de ocorrência relativos a falsos roubos, que se tratavam de desvio de cargas.

O grupo tinha dois núcleos: um composto por funcionários da empresa dona do produto e outro por empresários proprietários de transportadoras e motoristas, cooptados para noticiarem falsamente o crime de roubo. Os investigados, de acordo com a força-tarefa, estariam envolvidos em dezenas de outras fraudes relacionadas a "tombos de carga", como de alumínio e de ferro, num prejuízo que pode somar R$ 2 milhões.

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