Polícia fará varredura em busca de escutas nas salas de vereadores que investigam Gabriel Monteiro

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Na próxima segunda-feira, a Polícia Civil fará uma varredura nos gabinetes de membros da comissão do Conselho de Ética da Câmara de Vereadores do Rio, atendendo a um pedido do grupo, para verificar se existem escutas instaladas nos locais. Os parlamentares cuidam do processo que analisa a conduta do também vereador e youtuber Gabriel Monteiro (PL), acusado de filmar e manter relações sexuais com uma adolescente em vídeos que circulam pela internet e de acariciar uma outra criança. Relator do processo, Chico Alencar (PSol) diz que já recebeu mais de 300 ameaças pelas redes sociais.

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— O Gabriel postou mensagens dizendo que as denúncias não procedem. Foi o suficiente para mais mensagens de fãs que não agem com racionalidade na internet — disse Chico, destacando também que as ameaças contra os outros vereadores do Conselho de Ética nas redes virtuais prosseguem.

As denúncias consideradas mais consistentes serão encaminhadas à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, (DRCI). Os parlamentares temem estarem sendo espionados por Monteiro. Na última sexta-feira (3), os vereadores formalizaram os pedidos de reforço na segurança com carros blindados e uma varredura nos gabinetes e celulares pessoais. As suspeitas aumentaram com o depoimento do ex-assessor Vinicius Hayden, morto em um acidente de carro no fim de maio, que relatou e detalhou ter recebido ordens de investigar outros parlamentares.

Além do depoimento de Hayden, outro ex-assessor de Monteiro, Heitor Nazaré Neto, informou, no dia 25 de maio, que o vereador mandava os assessores investigarem a vida dos colegas parlamentares. Nesta quinta-feira, o Conselho de Ética decidiu prorrogar até o início de agosto o processo de cassação. A decisão foi tomada devido ao prazo exíguo para concluir as oitivas de quatro testemunhas de defesa.

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Também nesta quinta -feira, o Conselho de Ética ouviu duas testemunhas de defesa do vereador. Uma delas foi o perito criminal Leandro Lima. Com a assistência de um psicólogo, ambos contratados pela defesa de Gabriel, eles analisaram o vídeo no qual Gabriel leva uma criança a um salão de beleza para cortar o cabelo, ocasião em que ele parece acariciar o pescoço da menor. A perícia, no entanto, foi feita em um vídeo diferente do material que consta nos autos do Conselho:

— O cenário é o mesmo. Mas o vídeo da defesa é diferente, não serviu como elemento probatório. O depoimento do psicólogo, que até elogiou Gabriel no relatório, talvez fosse mais útil — disse o relator do processo, Chico Alencar (PSol).

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Outra testemunha de defesa foi o PM Bruno Assunção, um dos policiais destacados para fazer a escolta de Monteiro. Bruno disse que conheceu Gabriel há seis anos, quando o hoje vereador ainda era da Polícia Militar. Alencar criticou o fato dos três advogados de defesa de Gabriel no caso serem assessores parlamentares do próprio vereador. De acordo com Chico Alencar, isso caracterizaria o uso de recursos públicos para fins particulares. A defesa de Monteiro, no entanto, rebateu dizendo que "não há nada no estatuto da OAB ou no Regimento Interno da Câmara dos Vereadores que proíba isso".

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