Polícia faz megaoperação contra a milícia no Recreio e em Vargem Grande e fecha loja e açougue

Rafael Nascimento de Souza
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RIO — A Polícia Civil faz uma megaoperação na manhã desta quinta-feira contra milicianos que atuam na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, e do Pombo sem Asa, no bairro de Vargem Grande, ambos na Zona Oeste. Todos os paramilitares têm ligação com Wellington da Silva Braga, o Ecko, de 34 anos. Os investigadores estão em dezenas de lojas comerciais nas localidades que seriam utilizadas pelo bando para a lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, o objetivo da ação é interromper comércios e serviços ilegais que gerem lucros para a organização criminosa.

Na comunidade Pombo sem Asa, os agentes da Polícia Civil e do Procon-RJ interditaram uma loja de manutenção e instalação de GNV que estava atuando de forma irregular. O dono do local é investigado por envolvimento com grupos paramilitares. O gerente da loja, identificado como Thiago Damião da Silva Costa, de 24 anos, foi detido e levado para a Delegacia do Consumidor (Decon) para explicar a procedência dos equipamentos encontrados no estabelecimento.

Já na comunidade do Terreirão, a Polícia Civil e o Procon fechou um açougue que funcionava irregularmente e vendia carnes com validades vencidas. O dono do açougue é um ex-policial militar que já foi preso em 2019 acusado de participar de roubos de cargas na Baixada Fluminense.

Na operação desta quinta-feira, entre os crimes investigados estão a exploração de atividades ilegais controladas pela milícia, cobranças irregulares de taxas de segurança e de moradia, instalações de centrais clandestinas de TV a cabo e internet, armazenamento irregular de botijões de gás e água, construções irregulares, comercialização de produtos falsificados e transporte alternativo irregular.

— Essa é mais uma ação da Força-Tarefa da Civil, por meio das Especializadas, na asfixia ao braço financeiro da milícia. Nesses mais se quatro meses, que somam mais de 60 operações, já apreendemos milhões e milhões de reais, prendemos mais de 600 pessoas e fechamos dezenas de comércios irregulares. Vamos continuar atacando o braço financeiro da milícia — disse o delegado Felipe Cury, titular do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE).