Polícia faz nova operação na cracolândia no centro de São Paulo

SÃO PAULO, SP, 02.06.2022 - CRACOLÂNDIA-SP - Ação da polícia na cracolândia, entre as ruas Helvetia e avenida São João, no centro da capital paulista, nesta quinta-feira (2). (Foto Ronny Santos/ Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 02.06.2022 - CRACOLÂNDIA-SP - Ação da polícia na cracolândia, entre as ruas Helvetia e avenida São João, no centro da capital paulista, nesta quinta-feira (2). (Foto Ronny Santos/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil deflagrou nova operação na cracolândia, no centro de São Paulo, na tarde desta quinta-feira (2). Os policiais tentam acabar com a aglomeração de usuários de drogas e traficantes na esquina da rua Helvétia com a avenida São João.

A Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana também participam da operação, coordenada pela 1ª Delegacia Seccional (Centro).

Após a chegada da corporação, por volta das 16h30, os frequentadores correram em direção às outras vias, como a Barão de Campinas e a própria avenida São João.

Desde a megaoperação que retirou dependentes químicos da praça Princesa Isabel, no último dia 11, os policiais tentam dispersar o fluxo, como é chamada a concentração de usuários.

Após deixarem a praça Princesa Isabel, o fluxo chegou a se concentrar na rua Doutor Frederico Steidel, no outro lado da avenida São João, mas firmou presença na própria Helvétia.

Na madrugada desta quinta houve tumulto e quebra-quebra na região. Os frequentadores jogaram pedras e objetos em carros que passavam pelas avenidas Duque de Caxias e São João, quebraram vidros, chutaram portas de lojas e colocaram fogo em sacos de lixo espalhados pelas ruas.

"Quebra tudo", gritou um deles em vídeo gravado por um morador da região.

Nas redes sociais, moradores de prédios da região postaram imagens e relataram a confusão. Em um dos vídeos, uma moradora chega a rezar pedindo que os dependentes químicos não quebrem nada.

Segundo um morador da rua Helvétia, a movimentação começou por volta das 23h30, quando uma suposta liderança do grupo determinou que todos saíssem do novo fluxo da cracolândia. "Vamo bora", disse o homem.

Em poucos minutos todos obedeceram e seguiram em direção à avenida São João, no início sem gritaria e confusão.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse em entrevista nesta quinta que a cidade, em conjunto com o governo do estado, enfrenta uma "guerra contra o crack".

"Com relação ao movimento que teve a noite, temos que entender que há um crime organizado por trás disso, orquestrando uma situação de desordem. A população de São Paulo precisa entender que estamos em um enfrentamento. Estamos em uma guerra contra o ​crack", disse Nunes.

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