Polícia faz operação contra milicianos ligados a Ecko e um candidato a vereador na Baixada Fluminense

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A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHFB) realiza uma operação contra milicianos integrantes do grupo liderado por Wellington da Silva Braga, mais conhecido como Ecko, que tem Danilo Dias Lima, conhecido como Tandera, como responsável organização criminosa, na manhã desta sexta-feira, dia 6. Os policiais cumprem dez mandados de busca e apreensão em localidades de Nova Iguaçu e Xerém, distrito de Duque de Caxias, para capturar os paramilitares foragidos.

Eles estariam envolvidos na morte do candidato a vereador de Nova Iguaçu, Domingos Barbosa Cabral, conhecido como Domingão, assassinado no dia 10 de outubro. Domingão é irmão do policial militar Andre Barbosa Cabral, vulgo Cabral, preso pela Polícia Civil em julho deste ano e líder da milícia mais antiga que atuava na região. Ele passou a entrar em conflito com o grupo de Ecko, a partir da expansão promovida por Tandera para aquela região da Baixada Fluminense.

Além das investigações sobre homicídios outro objetivo é buscar provas que possam indicar a efetiva participação da milícia em campanhas eleitorais com financiamento de candidatos por eles apoiados. Uma das buscas ocorre na casa do candidato a vereador Germano Silva de Oliveira, conhecido como Maninho de Cabuçu. Conforme a DHBF, as investigações apontam que ele é supostamente o candidato escolhido pela milícia que atua na região e que passaram a restringir atuação de outros em campanha eleitoral. No entanto, a Polícia diz que ele não está necessariamente vinculado à organização criminosa.

— As buscas tiveram como objetivo fazer um trabalho de inteligência e arrecadar material para análise, com o objetivo de elucidar homicídios, entre eles o do Domingão. Uma das residências foi de um candidato a vereador de Nova Iguaçu, que supostamente, segundo denúncias, é um candidato que teria o apoio da milícia, não necessariamente vinculado à organização criminosa. Sobre a morte de Domingão, as investigações continuam em andamento e estamos desenvolvendo esse trabalho para chegar na conclusão do inquérito — diz o delegado Uriel Alcântara Machado, titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.