Polícia faz reconstituição de operação em São Gonçalo que terminou com a morte de lutador

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Está marcada para as 16h desta terça-feira a reconstituição, feita pela 73ª DP (Neves), de uma operação policial que terminou com a morte do lutador Vítor Reis de Amorim, de 19 anos, no último dia 29 de dezembro em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

Os agentes querem saber se houve confrontos entre policiais e bandidos e quem atirou em Vítor. Um policial militar do 7º BPM (São Gonçalo) é apontado como o autor do tiro que matou o jovem, que lutava boxe e muay thai. Ele confirmou que fez disparos. A Civil já sabe que o rapaz foi morto pelas costas.

Se o erro for comprovado, os PMs podem responder por fraude processual e o autor do disparo, por homicídio. A família afirma que Vítor foi atingido pela polícia e que não houve troca de tiros. Por sua vez, os PMs disseram que foram atacados por criminosos e revidaram.

Os quatro PMs presentes na ação que resultou na morte do jovem prestaram depoimentos. Eles confessaram que atiraram. O policial apontado como autor do disparo que matou o lutador esteve envolvido em outras três ações que terminaram em três mortes nos últimos cinco meses.

Um dia após a morte, o pai do lutador, o autônomo Vanelci Ferreira de Amorim, de 58 anos, desabafou sobre o caso:

— Eu queria que a polícia pedisse desculpa (pelo que fizeram) e dissesse que o meu filho não era bandido. Por tudo que eu fizer eu não terei mais o meu filho aqui. Os policiais que fizeram isso passarão o Ano Novo, as festas, com os seus. Já eu, perdi o meu melhor bem.

O governador do Rio, Cláudio Castro, também se manifestou sobre a morte, no mesmo dia:

— Se (algum) policial errou, será exemplarmente punido.

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