Polícia Federal analisa câmeras de segurança Hospital de Bonsucesso em perícia sobre incêndio

Rafael Nascimento de Souza
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Foto: Fabiano Rocha em 30-10-2020 / Agência O Globo
Foto: Fabiano Rocha em 30-10-2020 / Agência O Globo

A Polícia Federal analisa câmeras de segurança do Prédio 1 do Hospital Federal de Bonsucesso. A edificação foi o local do incêndio na semana passada, no dia 27 de outubro. Desde a última sexta-feira, 30 de outubro, data em que os peritos do órgão conseguiram entrar no almoxarifado, são analisados fotos e vídeos que podem ajudar na descoberta do que teria causado o fogo. O diretor da unidade, o médico ortopedista Edson Joaquim Santana, já prestou depoimento à PF. Funcionários do local, como seguranças, estão sendo intimados a depor.

A planta do hospital foi entregue pela direção do HFB na sexta-feira, dia 30. Durante a manhã desse mesmo dia, um delegado da Polícia Federal se reuniu com o diretor da unidade de saúde na sede do centro médico. O ortopedista entregou vários documentos para a PF sobre a atual situação estrutural do complexo formado por seis prédios.

Os peritos querem saber o que culminou o incêndio que teria começado no almoxarifado do Prédio 1. Especula-se que o material inflamável teria feito com que o fogo se alastrasse rapidamente por toda a parte que está localizada no subsolo. Tudo que estava ali foi consumido, como equipamentos de raios-x e de tomografia.

A Polícia Federal não tem data para concluir o inquérito.

Em nota, a instituição disse que “foi instaurado Inquérito Policial para apurar as circunstâncias do fato”. Ainda de acordo com a PF, o órgão não vai comentar o andamento da investigação.

Reabertura parcial

Na manhã desta quarta-feira, o Hospital Federal de Bonsucesso retomou o atendimento para parte de seus pacientes. Agendamentos para consultas e exames realizados em quatro prédios — os de número 3, 4, 5 e 6 — puderam ser realizados. Desde o início do dia, o público está na unidade de saúde, que segue com os atendimentos ambulatoriais, sessões de quimioterapia, entrega de medicamentos oncológicos, realização de exames laboratoriais, retiradas de consultas e doações de sangue.

Permanecem suspensos os serviços de emergência, cirurgias, internações, hemodiálise e exames de imagens.