Polícia Federal ouve mais duas testemunhas sobre incêndio no Hospital Federal de Bonsucesso

O Globo
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RIO — Pelo segundo dia, funcionários que testemunharam o incêndio no Hospital Federal de Bonsucesso prestaram depoimento à Polícia Federal. Nesta quarta-feira, dia 11, foram ouvidos o servidor público e chefe geral dos almoxarifados do hospital e o primeiro bombeiro civil a adentrar no local e enfrentar o incêndio, este funcionário terceirizado contratado como Brigadista, segundo informou a PF. A unidade de saúde, na Zona Norte do Rio, teve o prédio 1 atingido pelo fogo iniciado no almoxarifado, em 27 de outubro.

Os depoimentos começaram a ser tomados nesta terça-feira. De acordo com a polícia, foram ouvidos o primeiro funcionário que viu os sinais de fogo e o chefe da segurança do hospital.

Na semana passada, o diretor da unidade federal, Dr. Edson Joaquim Santana, falou à PF de maneira informal, devendo prestar um novo depoimento em breve. Funcionários como seguranças, médicos e enfermeiros também estão sendo chamados para depor.

A Polícia Federal também pôde começar o trabalho interno de perícia nesta terça-feira, dia 10. Dentro de prédio 1 da unidade, atingido pelo fogo, os peritos puderam buscar por vestígios do incêndio. Essa parte da investigação só foi permitida após a finalização do escoramento no prédio

A PF já analisa imagens da câmeras de segurança do Prédio 1 para descobrir a causa do incêncio no Hospital de Bonsucesso. A planta do hospital foi entregue pela direção do HFB. Em 30 de outubro, um delegado da Polícia Federal se reuniu com o diretor da unidade de saúde na sede do centro médico. O ortopedista entregou vários documentos para a PF sobre a atual situação estrutural do complexo formado por seis prédios.

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Os peritos querem saber o que causou o incêndio que teria começado no almoxarifado do Prédio 1. Especula-se que material inflamável teria feito com que o fogo se alastrasse rapidamente por todo o subsolo. Tudo que estava ali foi consumido, como equipamentos de raios-x e de tomografia. A Polícia Federal não tem data para concluir o inquérito. Em nota, a instituição disse que “foi instaurado Inquérito Policial para apurar as circunstâncias do fato”. Ainda de acordo com a PF, o órgão não vai comentar o andamento da investigação.