Polícia francesa prende mais dois suspeitos de ligação com atentado em Nice

·2 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A polícia francesa prendeu na tarde de sábado (31) mais dois suspeitos de envolvimento com o ataque a faca em uma basílica de Nice, no sul da França, que deixou três mortos, entre os quais uma brasileira. Dois homens foram detidos, um de 25 anos e outro de 63 --elevando a seis o número total de prisões relacionadas ao atentado realizado na quinta-feira (29). Segundo fontes relataram à agência de notícias AFP, as duas detenções deste sábado ocorreram na residência de um indivíduo que foi preso horas antes pela polícia: um cidadão tunisiano de 29 anos acusado de associação com Brahim A., responsável pelo atentado. Brahim, um tunisiano de 21 anos, foi levado a um hospital logo após o ataque, depois de ser baleado na perna, no peito e no ombro por policiais. Na manhã de sábado, seu estado de saúde ainda era grave. O atentado ocorreu dentro da Basílica de Notre-Dame, em Nice, por volta das 9h (horário local, 5h no Brasil). O agressor matou a facadas o sacristão da igreja e cortou o pescoço da francesa Nadine Devillers, 60, que frequentava o local diariamente. A terceira vítima foi a brasileira Simone Barreto Silva, 44, também esfaqueada no pescoço. Ela conseguiu escapar da basílica e pedir ajuda, mas morreu em um estabelecimento antes de ser socorrida. Segundo a polícia, durante o atentado, Brahim gritava "Alá é o maior". Outras duas pessoas já haviam sido presas por suspeita de ligação com o agressor. Na sexta, um homem de 35 anos foi detido porque teria se encontrado com Brahim na véspera da ação, segundo investigadores. Na quinta, a polícia deteve outro homem, de 47 anos, também por suspeita de ter entrado em contato com o agressor um dia antes do ataque e por ter lhe fornecido um dos telefones encontrados com o terrorista. Os investigadores tentam esclarecer se a ação foi planejada fora da França. O promotor antiterrorismo Jean-François Ricard afirmou que a investigação vai retraçar a viagem do autor do ataque, que entrou na França em 9 de outubro, depois de passar pela ilha de Lampedusa, na Itália. Ricard também disse que Brahim tinha um "documento em papel da Cruz Vermelha italiana" e que "o nome dele não está no arquivo de impressões digitais nem era monitorado por serviços de inteligência". O atentado em Nice foi o terceiro em menos de dois meses. No final de setembro, dois jornalistas foram esfaqueados em Paris e, há duas semanas, o professor Samuel Paty foi decapitado, em dois casos ligados a charges satíricas retratando Maomé feitas pela revista Charlie Hebdo. O docente mostrou os desenhos a alunos, durante uma aula sobre liberdade de expressão.