Polícia de Hong Kong acusa dois ex-editores de veículo de mídia pró-democracia de sedição

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Ex-diretora do Stand News Denise Ho deixa delegacia de polícia sob fiança em Hong Kong

Por Clare Jim e Sara Cheng

HONG KONG (Reuters) - Dois ex-editores foram detidos em uma ação de repressão da polícia da Hong Kong contra um veículo de mídia pró-democracia nesta quinta-feira sob a acusação de "conspiração para publicar material sedicioso", disseram as autoridades.

Cerca de 200 policiais revistaram a redação da publicação online Stand News na quarta-feira, e a polícia também congelou os bens dos proprietários e prendeu sete atuais e ex-editores e ex-membros do conselho.

Grupos de defesa da mídia e alguns governos ocidentais criticaram a operação e as prisões como um sinal de maior erosão da liberdade de imprensa desde que a China impôs uma ampla lei de segurança nacional na antiga colônia britânica em 2020.

O departamento de segurança nacional da polícia disse em comunicado que apresentou acusações de "conspiração para publicar material sedicioso" contra dois homens e um veículo de imprensa online.

"Os outros presos estão sendo detidos para novas investigações", disse o departamento em comunicado.

Embora não tenha identificado os dois ou a empresa, uma folha de acusação apresentada no Tribunal de Magistrados de West Kowloon e vista pela Reuters os identificou como Chung Pui-kuen, ex-editor-chefe do Stand News, e Patrick Lam, editor-chefe interino.

A mesma acusação de conspirar "para publicar e/ou reproduzir publicações sediciosas" foi apresentada contra a Best Pencil (Hong Kong) Limited, a organização por trás do Stand News.

A Reuters não conseguiu entrar em contato com os jornalistas, nem com qualquer um dos outros cinco ainda detidos, incluindo quatro ex-membros do conselho do Stand News, para comentar. Seus advogados também não foram encontrados. A Reuters também não conseguiu entrar em contato com qualquer representante da Best Pencil.

"Essas ações não têm nada a ver com a chamada supressão da liberdade de imprensa", disse a líder de Hong Kong Carrie Lam a repórteres. "Jornalismo não é sedicioso... mas atividades sediciosas não podem ser toleradas sob o pretexto de reportagem de notícias."

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