Polícia de Hong Kong faz operação de busca em museu sobre Tiananmen

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Agentes da unidade da lei de segurança nacional retiram material do museu 4 de junho, sobre a repressão de Tiananmen em 1989, em Hong Kong, em 9 de setembro de 2021 (AFP/ISAAC LAWRENCE)

A polícia de Hong Kong fez, nesta quinta-feira (9), uma operação de busca e apreensão em um museu que relembra a repressão de Tiananmen em 1989, um dia após a detenção de quatro membros do grupo que administra o local.

Agentes da nova unidade para fazer cumprir a lei de segurança nacional foram vistos retirando documentos e materiais do Museu 4 de Junho, atualmente fechado.

Entre os objetos, estão uma grande insígnia do museu, uma maquete de papel da deusa da Democracia - um símbolo do movimento estudantil de 1989, em Pequim - e imagens das vigílias anuais organizadas pela Aliança de Hong Kong, a associação que administra o museu.

Esta associação está na mira das autoridades responsáveis pela aplicação da lei de segurança nacional imposta no ano passado por Pequim em Hong Kong para eliminar qualquer tipo de oposição, após as multitudinárias manifestações pró-democracia de 2019.

A operação ocorreu no dia seguinte à prisão de Chow Hang-tung, advogada e vice-presidente desta associação, e de outros três associados, por não terem fornecido informações relacionadas com a lei de segurança nacional.

No mês passado, a polícia ordenou à Aliança que entregasse informações financeiras e operacionais, acusando-a de ser "um agente estrangeiro".

A associação decidiu ignorar a solicitação, que incluía dados pessoais de todos os seus membros desde sua fundação em 1989.

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