Polícia identifica mentor de crime e diz que havia 51 kg de ouro

Ladrões carregando o ouro do assalto ao terminal de cargas de Cumbica - Foto: Reprodução

A polícia de São Paulo identificou o mentor do roubo do ouro do terminal cargas de Cumbica no fim do mês passado. O suspeito é Francisco Teotônio da Silva Pasqualini, conhecido como "Velho", condenado e preso por roubo a carros fortes desde do início dos anos 1980.

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Na investigação, Pasqualini, 55, está sendo chamado de "Professor", em alusão ao personagem que lidera um bando de ladrões na série "Casa de Papel", da Netflix, desenvolvendo o plano e treinando a gangue sem precisar entrar nos locais onde os assaltos acontecem.

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"É uma boa comparação [com o professor de "A Casa de Papel)". Até porque ele não participa da parte operacional. Ele fica na casa rendendo a família do funcionário", disse o delegado Pedro Ivo Corrêa, titular da delegacia de roubo a bancos.

De acordo com a polícia, o "Professor", que está sendo novamente procurado pela polícia, teve a ideia do roubo.

Ele seria cunhado de Peterson Brasil, um dos funcionários do terminal de cargas presos pela polícia. Ele é suspeito de cooptar outro Peterson --Peterson Patricio, o funcionário que primeiro alegou ter tido a família mantida refém para que desse informações sobre o ouro no terminal, e, uma vez desmascarado pela polícia, confessou integrar o bando. Os dois Petersons são amigos de infância.

A polícia deu outros detalhes do crime na tarde desta terça e analisa se um quilo de ouro encontrado nesta semana com um comerciante chinês é parte da carga roubada.

A principal hipótese, conforme a Folha antecipou, é que o ouro esteja sendo enviado a conta-gotas para a China, onde o preço do produto é 67% maior. Estima-se que a carga roubada valesse cerca de R$ 120 milhões de reais no Brasil --e R$ 200 milhões na China.

O montante roubado também foi recalculado pela polícia: seriam 770 quilos. Foram mapeados mais 51 quilos, além de 15 quilos de esmeraldas, possivelmente em estado bruto. A polícia estima que as pedras valham US$ 25 mil (R$ 100 mil). Havia também 18 relógios e um colar.

O roubo consumiu R$ 1 milhão dos assaltantes --eram ao menos oito deles-- e longo planejamento. A ação no aeroporto durou dois minutos e meio e foi captada pelas câmeras de segurança. Ao menos duas pessoas envolvidas (os Petersons) eram funcionários do terminal.

Até agora, exceto possivelmente pelo quilo de ouro cuja origem está sendo verificada, a polícia não conseguiu achar a carga roubada.

A carga seria levada por avião para os Estados Unidos (a maior parte) e para o Canadá. Parte do ouro pertencia a Kinross Paracatu, mineradora instalada em Minas, que faz parte de um grupo canadense, mas não foi especificado quanto.