Polícia identifica quadrilha responsável pela morte de farmacêutico na Tijuca; dois suspeitos seguem foragidos

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) identificou os integrantes da quadrilha apontada como responsável pelo assassinato do farmacêutico Carlos Alexandre Resende, de 40 anos. Ele foi morto em março deste ano, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, enquanto aguardava a esposa chegar de uma viagem de ônibus.

De acordo com a especializada, o crime foi cometido por Rhyan Patrick Moreira dos Santos, Renato Diogo Rangel Meirelles, Rafael Weverton Rosa da Silva e Denise Maria da Costa Silva. Os quatro foram indiciados por latrocínio — o roubo com resultado morte.

Ainda segundo a Polícia Civil, Rafael foi preso em flagrante pela PM no dia 28 de maio, logo após participar de um roubo de veículo. Já Denise Maria foi localizada no último dia 15, quando foi cumprido o mandado de prisão temporária relativo à investigação sobre a morte do farmacêutico. Rhyan e Renato, conhecido como Doim, permanecem foragidos. O Disque-Denúncia (21 2253-1177) lançou um cartaz em que pede informações sobre a dupla.

As investigações apontaram que, na data do crime, o bando desceu de um ônibus próximo ao local onde Carlos Alexandre foi abordado. Os assaltantes levaram o Jeep Renegade da vítima, bem como outros pertences. Mesmo sem reagir, o farmacêutico acabou baleado na cabeça. O autor do disparo, conforme apurou a DHC, foi Rhyan, de 18 anos.

Após o latrocínio, a quadrilha seguiu para a favela da Nova Holanda, no Complexo da Maré. O objetivo do quarteto, ainda de acordo com a especializada, era negociar o carro roubado pelo valor de R$ 2,5 mil. O veículo foi recuperado por policiais civis horas depois do crime em outra comunidade: Parada de Lucas, também na Zona Norte.

Carlos Alexandre foi morto por volta das 5h40 do dia 25 de março, na Praça Carlos Paolera. Testemunhas relataram que ele foi baleado ainda dentro do carro, mas foi retirado do automóvel pelos bandidos, que o deixaram na rua.

O laudo elaborado pelo Instituto Médico-Legal (IML) apontou que a morte de Carlos Alexandre foi causada por "hemorragia interna com lesão de carótida direita". O ferimento, segundo os peritos, foi ocasionado por ação perfurocontundente (projétil de arma de fogo).

O farmacêutico estava na praça aguardando a mulher, Alessandra Moraes Luiz, que veio de São Paulo em um ônibus fretado. Ela chegou por volta das 6h30 e ainda tentava fazer contato com o marido quando descobriu que ele estava morto.

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