Polícia identifica suspeito de atropelar e matar ciclista na zona oeste de SP

ALFREDO HENRIQUE
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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 08.11.2020 - Manifestação de ciclistas pela morte de Marina Harkot, ciclista que morreu atropelada por motorista que fugiu, na praça do Ciclista, na avenida Paulista, na tarde deste domingo. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 08.11.2020 - Manifestação de ciclistas pela morte de Marina Harkot, ciclista que morreu atropelada por motorista que fugiu, na praça do Ciclista, na avenida Paulista, na tarde deste domingo. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A polícia identificou um suspeito de atropelar e matar a ciclista Marina Kohler Harkot, 28, quando ela pedalava na madrugada deste domingo (8), pela avenida Paulo 6º, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo). Investigadores fazem rondas nesta terça-feira (10) para localizar o motorista, que não teve a identidade divulgada pela Polícia Civil.

O Hyundai Tucson que provocou o acidente foi apreendido e já passou por perícia, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), gestão João Doria (PSDB). O local onde o carro estava não foi informado. Imagens de câmeras de monitoramento também são analisadas pelo 14º DP (Pinheiros).

O proprietário do Hyundai, com placas de Campinas (93 km de SP), afirmou à polícia, ainda no domingo, que vendeu o carro, em 2017, e que levaria o documento de transferência à delegacia. Até a publicação desta reportagem, no entanto, a polícia não havia confirmado a entrega da papelada ao distrito policial. O caso foi registrado como homicídio culposo (sem intenção) e fuga do local de acidente.

Segundo a polícia, Marina morreu após ser atropelada enquanto pedalava em um trecho da avenida Paulo 6º. O motorista fugiu do local sem prestar socorro.

Uma policial militar de folga estava pelo local e viu o atropelamento. Ela conseguiu anotar a placa do carro e prestou os primeiros atendimentos à vítima. Chamado, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) socorreu a ciclista, que morreu ainda no local.

A velocidade máxima da via é de 50 km/h, com quatro faixas. Segundo a SSP, a vítima estava na última delas.

MORTES

Entre janeiro de setembro deste ano, 24 ciclistas morreram em acidentes de trânsito na capital paulista. Deste total, 11 foram decorrentes de colisões provocadas por outros veículos e uma por atropelamento. Os dados são do Infosiga (sistema de dados do governo estadual sobre acidentes de trânsito).

Ainda segundo o Infosiga, do total de mortes, 8,3% ocorreram ainda no local do acidente e o restante em hospitais para os quais as vítimas foram encaminhadas.

No mesmo período do ano passado, foram registradas 29 mortes de ciclistas na cidade, das quais 19 foram por causa de colisões e uma por atropelamento. Do total de óbitos, quase 30% ocorreram ainda no local dos acidentes.