Polícia identifica um dos corpos carbonizados em São Gonçalo e investiga motivação do crime

Gisele Barros
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RIO - Uma das vítimas encontradas em um carro carbonizado em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, nesta segunda-feira foi identificada pela polícia como Daniel Ferreira de Azevedo por meio de um exame da arcada dentária. Ele tinha 19 anos e era soldado do Exército, lotado na Fortaleza de Santa Cruz, em Niterói, também na Região Metropolitana. A confirmação da identidade da segunda vítima ainda depende de um exame de DNA que fica pronto em até 30 dias. As evidências apontam que seria Victor Hugo Xavier, de 19 anos, também soldado do Exército, que estava com Daniel durante a madrugada em que ocorreu o crime.

Ambas as vitimas já foram enterradas. O primeiro corpo identificado foi levado para Trajano de Moraes, na Região Serrana no Rio, e o segundo sepultamento ocorreu no cemitério Parque da Paz, em São Gonçalo. Segundo o delegado Mario Lamblet, da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), que investiga o caso, o material de DNA da vítima foi coletado ainda no Instituto Médico Legal (IML). O corpo foi enterrado inicialmente sem identificação e, depois do resultado, a família poderá fazer as alterações na documentação.

A polícia trabalha com diversas hipóteses para a motivação do crime. O que se sabe até agora é que os jovens estavam juntos em um bar na noite de domingo, após assistirem uma partida de futebol. Eles saíram do local de carro e se disponibilizaram a levar uma amiga até a casa dela.

- O que sabemos é que tudo aconteceu em um lapso de mais ou menos quatro horas, entre o momento em que os dois deixam o bar, até a hora que a polícia é chamada para a ocorrência no bairro do Pacheco. As imagens das câmeras de segurança do estabelecimento onde estavam não registraram qualquer discussão ou briga. Estamos verificando, portando, se havia um conflito entre facções criminosas no local, se a dupla teria sido confundida com policiais por traficantes, se eles conheciam o local ou pegaram o caminho errado e até se teriam participado de uma festa na localidade. Nenhuma possibilidade pode ser descartada ainda - revela o delegado.

Segundo o Lamblet, a polícia também já identificou, na carcaça do veículo carbonizado, um amassado que não existia pouco antes de o veículo ser encontrado. A observação poderia indicar, por exemplo, que o carro teria passado por uma barricada.

- Como o veículo estava bastante destruído e os corpos muto carbonizados, o processo todo é mais lento. Vamos precisar de uma perícia complementar. Ainda é preciso verificar, por exemplo, se é possível identificar a marca de algum projétil no carro. As diligências continuam - ressalta.