Polícia indicia Léo GTA e mais três pela morte de menino atingido por bala perdida no Rio

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RIO- A Polícia Civil indiciou Leonardo Costa Santos Falcão, o Léo GTA, braço operacional da maior e mais violenta quadrilha de roubos de carga no Rio, e outros três bandidos, pela morte do menino Leônidas Augusto da Silva de Oliveira, de 12 anos. O garoto foi atingido na cabeça por uma bala perdida, no dia 10 de outubro, quando traficantes que roubavam um veículo atacaram uma patrulha da PM e um carro de um policial federal, na Avenida Brasil, em Bonsucesso.

De acordo com o delegado Hilton Pinho, da 21ªDP (Bonsucesso), responsável pela conclusão do inquérito que apurou a morte do menino, uma perícia feita em um dos carros roubados encontrou provas de que GTA era um dos quatro homens que fizeram os disparos. Além disso, testemunhas ouvidas pela polícia também reconheceram o bandido.

—Ele (GTA) e mais três bandidos foram indiciados e tiveram as prisões preventivas decretadas. Confirmamos a participação dele através de provas periciais e testemunhais — disse o delegado.

De acordo com a polícia, a morte do menino ocorreu segundos depois de um policial federal, que dirigia um automóvel, ter visto bandidos fecharem uma das pistas da Avenida Brasil para roubar carros. Ele acelerou o veículo e pediu socorro a uma patrulha da PM, que estava parada próximo a um mercado. Os bandidos vieram atrás do veículo e, ao avistarem o carro e a patrulha da PM, dispararam vários tiros.

Leônidas caminhava com a avó, próximo a uma lanchonete, quando foi atingido por um disparo na cabeça. Ele ainda chegou a ser levado para o Hospital Geral de Bonsucesso, onde passou por uma cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

Na ocasião, uma mulher também foi atingida no braço por um tiro. Após os disparos, os bandidos entraram na Favela Nova Holanda, comunidade onde a quadrilha de Léo GTA costuma se esconder para roubar carros e veículos de carga.

Léo GTA foi preso por equipes da 21ªDP e da Polícia Rodoviária Federal, no último sábado, em um motel da Rodovia Washington Luís, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Com ele, a polícia encontrou uma pistola raspada e uma motocicleta roubada. Ouvido no inquérito, o bandido negou ter feito os disparos que mataram o menino.

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